Um vídeo que circula nas redes sociais e chegou às autoridades está no centro de uma investigação sobre suspeita de maus-tratos contra uma criança de 5 anos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. As imagens mostram um homem agredindo a filha dentro de um carro, utilizando um cinto. Durante a gravação, também é possível ouvir a menina chorando, gritando e o homem proferindo xingamentos.
O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (13), no bairro Jardim Holanda, e mobilizou a Polícia Militar, a Patrulha Escolar, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. O homem foi identificado como pai da criança, mas não pôde ser preso porque foi localizado após o período previsto para prisão em flagrante. Veja:
Vídeo foi decisivo para identificar o suspeito
De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada após receber denúncias de uma possível situação de maus-tratos nas proximidades de uma unidade de ensino. Testemunhas informaram que a agressão havia sido gravada e compartilharam as imagens com as autoridades.
A partir das diligências, equipes da Patrulha Escolar identificaram a escola frequentada pela menina e conseguiram localizar o pai da criança.
Segundo as investigações iniciais, a vítima tem 5 anos e possui um diagnóstico provisório de Transtorno do Espectro Autista (TEA), que ainda está em investigação. A Polícia Militar informou que a agressão ocorreu durante o deslocamento da criança para casa, após um suposto episódio de crise comportamental.
Pai não foi preso porque não havia mais situação de flagrante
Segundo o Capitão Lanes, da Polícia Militar, o suspeito foi identificado somente depois das primeiras horas seguintes ao fato, quando já não era mais possível realizar a prisão em flagrante. Com isso, a ocorrência foi registrada e encaminhada para a Polícia Civil, que dará continuidade às investigações. O caso também será acompanhado pelo Ministério Público e pelo Conselho Tutelar.
Polícia relata informações sobre a rotina da família
Durante a apuração, policiais conversaram com profissionais da escola, integrantes da Patrulha Escolar e pessoas próximas ao homem.
Segundo a PM, os relatos indicam que ele é um pai presente e responsável pelos cuidados da filha, exercendo inclusive a criação da criança sozinho. A corporação ressaltou, porém, que essas informações não substituem a investigação dos fatos registrados nas imagens.
A Polícia Militar afirmou que não fará juízo de valor neste momento e que todos os elementos reunidos serão encaminhados aos órgãos competentes para análise.
Conselho Tutelar acompanha o caso
O 2º Conselho Tutelar de Uberlândia informou que tomou conhecimento do caso após a divulgação das imagens pela imprensa. Depois de receber oficialmente as informações sobre a identificação da criança, o órgão iniciou o acompanhamento da situação.
Segundo o Conselho, serão avaliadas as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando garantir a segurança e os direitos da menina.
Prefeitura colaborou com as investigações
A Prefeitura de Uberlândia informou que prestou apoio à Polícia Militar fornecendo informações que auxiliaram na identificação da criança e da família.
O município destacou que as providências relacionadas à investigação e à eventual responsabilização do suspeito são de competência das autoridades policiais e do sistema de proteção à infância.
A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da agressão e definir as medidas cabíveis.