Um homem foi preso após ser investigado por perseguir uma jovem durante aproximadamente dois meses. Segundo a Polícia Civil, o suspeito insistia em afirmar que a vítima era “a mulher da sua vida” e mantinha uma série de comportamentos invasivos, mesmo diante das negativas da jovem.
O caso foi denunciado às autoridades depois que a perseguição passou a comprometer a tranquilidade e a segurança da vítima. Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou a prisão do investigado, que agora responderá pelo crime de perseguição, conhecido como stalking.
Como a perseguição aconteceu
De acordo com a Polícia Civil, o homem passou cerca de dois meses tentando se aproximar da jovem. Durante esse período, ele fazia contatos frequentes e insistia em manter um relacionamento, dizendo repetidamente que ela seria “a mulher da sua vida”.
Mesmo sem qualquer reciprocidade, o suspeito continuava procurando a vítima e ignorava as recusas. A insistência provocou medo e levou a jovem a procurar ajuda das autoridades.
A investigação reuniu provas sobre o comportamento do investigado, que passou a ser monitorado pela polícia.
Prisão foi autorizada pela Justiça
Com os elementos colhidos durante o inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão do suspeito.
O pedido foi aceito pelo Poder Judiciário, e os policiais cumpriram o mandado. O homem foi localizado e preso, permanecendo à disposição da Justiça enquanto o caso segue em apuração.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a defesa do investigado.
O que é o crime de perseguição?
A perseguição, conhecida popularmente como stalking, tornou-se crime no Brasil em 2021.
A legislação prevê punição para quem persegue alguém de forma repetitiva, causando medo, restringindo a liberdade da vítima ou invadindo sua privacidade.
Entre as condutas que podem caracterizar o crime estão:
envio insistente de mensagens, ligações repetidas, perseguição presencial, monitoramento da rotina da vítima, tentativas constantes de aproximação sem consentimento.
Dependendo das circunstâncias, especialmente quando a vítima é mulher, a pena pode ser aumentada.
Casos exigem denúncia
Especialistas destacam que comportamentos inicialmente vistos como demonstrações de insistência ou romantização podem evoluir para situações de violência psicológica e colocar a vítima em risco.
Por isso, a orientação é que qualquer perseguição persistente seja registrada junto às autoridades para permitir a adoção de medidas de proteção e a responsabilização do autor.
O que acontece agora?
Após a prisão, o investigado permanecerá à disposição da Justiça.
O inquérito será concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça.
Caso seja condenado, ele poderá responder pelo crime de perseguição e por outros delitos eventualmente identificados durante as investigações.
ENTENDA O CONTEXTO
O crime de perseguição foi incluído no Código Penal em 2021 para combater situações em que uma pessoa passa a intimidar outra por meio de contatos insistentes, monitoramento, aproximações constantes ou qualquer comportamento capaz de gerar medo e comprometer a liberdade da vítima.
A lei prevê punição para quem pratica esse tipo de conduta de forma reiterada e permite que a Justiça adote medidas para proteger a vítima, como ordens de afastamento e, em casos mais graves, a prisão do investigado.