Um homem investigado por participação no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos se entregou à Polícia Civil nesta sexta-feira (17), em São Paulo. Luis Altino da Silva, conhecido como “Chuck”, compareceu à sede do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
Segundo a investigação, ele teria participado da tentativa de ocultar provas do crime ao contratar outro homem para abandonar a motocicleta utilizada pelos autores dos disparos contra o policial militar. Durante o depoimento, o suspeito afirmou que decidiu se entregar porque estava com “medo de morrer”.
O que aconteceu?
De acordo com a Polícia Civil, Luis Altino da Silva é investigado por envolvimento indireto no atentado registrado em 27 de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
As investigações apontam que ele contratou Luiz Henrique de Oliveira Nascimento para abandonar a motocicleta utilizada pelos dois homens que atacaram o tenente da Rota. Pelo serviço, teria sido prometido o pagamento de R$ 500, mas apenas R$ 100 teriam sido entregues.
Após se apresentar espontaneamente ao DHPP, a Justiça decretou sua prisão temporária, medida utilizada para garantir o andamento das investigações.
Quem são os envolvidos?
Com a prisão de Luis Altino da Silva, sobe para quatro o número de pessoas presas suspeitas de participação no caso.
Entre elas está Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, preso no último dia 7 de julho, na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital paulista.
A Polícia Civil também mantém a busca por outros suspeitos apontados como participantes da ação criminosa, enquanto trabalha para esclarecer toda a dinâmica do atentado.
Como aconteceu o atentado contra o tenente?
O ataque ocorreu na manhã de 27 de junho, quando o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, aguardava o sinal abrir em um semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em outra motocicleta se aproximam do policial. O passageiro saca uma arma e dispara à queima-roupa contra a cabeça do oficial.
Após o tiro, a dupla fugiu rapidamente. As investigações indicam que a ação foi planejada e que os criminosos monitoraram a rotina do policial momentos antes do atentado.
O que dizem as investigações?
Segundo os investigadores, a principal linha de apuração é de que o crime foi premeditado.
Até o momento, porém, as autoridades não divulgaram qual teria sido a motivação do ataque e informam que nenhuma hipótese foi descartada.
A Polícia Civil segue reunindo imagens, perícias e depoimentos para identificar todos os envolvidos e esclarecer quem planejou e executou a ação.
Mortes durante as investigações geram atenção
Desde o atentado, sete homens morreram em operações envolvendo policiais da Rota. Nos registros policiais, os militares afirmam que receberam informações de que essas pessoas poderiam ter ligação com o ataque ao tenente.
Entretanto, até o momento, não há confirmação oficial de que qualquer um dos mortos tenha participação comprovada no atentado. Em diferentes ocorrências registradas na capital paulista, em Guarulhos e em Peruíbe, os boletins informam que os suspeitos morreram após confrontos armados ou reações durante abordagens policiais.
As circunstâncias dessas mortes seguem sendo objeto de apuração pelas autoridades competentes.
Como está o estado de saúde do tenente?
Ronickson Pimentel permanece internado após ser atingido por um disparo na região da nuca. De acordo com as informações médicas mais recentes divulgadas pela família e pelas autoridades, o policial apresentou melhora na função cerebral, mas continua em tratamento intensivo.
O caso mobilizou forças de segurança em todo o estado e desencadeou uma ampla operação para localizar os responsáveis pelo atentado.
Quem é o tenente Ronickson Pimentel?
Além da carreira na Polícia Militar, Ronickson Pimentel também é conhecido por ser irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após permanecer mais de 100 horas em cárcere privado durante um dos casos criminais de maior repercussão do país.
O parentesco voltou a ganhar destaque após o atentado sofrido pelo policial.
O que acontece agora?
A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os participantes do atentado, esclarecer a motivação do crime e concluir o inquérito. Os suspeitos presos deverão ser interrogados novamente, enquanto novas diligências podem resultar em outras prisões.
As autoridades reforçam que as investigações continuam em andamento e que a responsabilidade criminal de cada investigado será definida conforme as provas reunidas durante o processo.
Entenda o contexto
O atentado contra o tenente da Rota desencadeou uma das maiores mobilizações recentes das forças de segurança em São Paulo. Além da busca pelos autores dos disparos, a investigação passou a apurar possíveis integrantes da rede de apoio que teria ajudado na fuga e na ocultação de provas.
Até o momento, quatro pessoas foram presas suspeitas de participação direta ou indireta no caso. Paralelamente, sete homens morreram em ações policiais realizadas durante as buscas, embora não exista comprovação oficial de que todos tenham ligação com o atentado. A motivação do crime permanece sob investigação.