Quarto suspeito preso por ataque ao tenente da Rota em SP

Polícia Civil detém mais um envolvido na tentativa de homicídio contra oficial da Rota em São Caetano do Sul.
Redação NC News
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O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, neste sábado (18), o quarto suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson, da Rota, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial foi alvo de uma emboscada no dia 27 de junho, quando estava de moto e de folga.

O novo preso foi identificado como Luis e, segundo a investigação, teria um papel estratégico no crime: ele é suspeito de organizar a retirada da motocicleta usada pelos atiradores após o ataque, em uma tentativa de dificultar o trabalho da polícia.

A prisão ocorreu na capital paulista após a Justiça autorizar um mandado de prisão temporária. O suspeito foi levado para a sede da 3ª Delegacia do DHPP, no Centro de São Paulo, onde prestou depoimento e teve a prisão formalizada.

Investigação aponta suspeito responsável por esconder moto usada no crime
De acordo com os investigadores, Luis não teria participado diretamente dos disparos, mas faria parte da estrutura montada para garantir a fuga e eliminar possíveis rastros deixados pelos criminosos.

A apuração indica que ele teria contratado outro homem para abandonar a motocicleta utilizada no atentado. Esse segundo suspeito também já está preso.

Com a nova prisão, a polícia chega a quatro detidos no caso. Para o DHPP, a sequência de capturas reforça a hipótese de que o ataque contra o oficial da tropa de elite foi planejado e contou com divisão de funções entre os envolvidos.

Tenente da Rota foi atacado em avenida movimentada de São Caetano do Sul
O atentado aconteceu na manhã de 27 de junho, na Avenida Goiás, uma das principais vias de São Caetano do Sul. O tenente Ronickson havia saído de uma academia e seguia de moto, à paisana, quando foi surpreendido.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em outra motocicleta se aproximaram do policial enquanto ele aguardava em um semáforo. Os criminosos fizeram os disparos e fugiram logo depois.

Ferido, o tenente recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado ao hospital pelo helicóptero Águia da Polícia Militar.

Câmeras e inteligência policial foram fundamentais para chegar aos suspeitos
Desde o ataque, equipes do DHPP trabalham no cruzamento de imagens de segurança, depoimentos e informações de inteligência para reconstruir toda a dinâmica do crime.

As gravações ajudaram a identificar o caminho percorrido pelos envolvidos antes e depois da tentativa de execução, além de apontar possíveis veículos e pessoas que deram apoio à ação.

A polícia agora busca esclarecer quem teria ordenado o ataque e qual seria a motivação para transformar o tenente da Rota em alvo.

Prisão de quarto suspeito aumenta pressão por identificação de mandantes
Com quatro suspeitos presos, a investigação entra em uma nova fase: descobrir se existe uma organização maior por trás do atentado.

Os investigadores devem analisar celulares, conversas, movimentações financeiras e possíveis ligações entre os envolvidos para entender o grau de participação de cada um.

A suspeita de que houve uma tentativa de eliminar provas após o ataque reforça a linha de que o crime não teria sido uma ação isolada, mas uma operação planejada.

Ataque contra tenente da Rota reacende preocupação sobre segurança de policiais
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem morta aos 15 anos em 2008 durante um sequestro que chocou o país. A tentativa de homicídio contra o policial voltou a colocar a família no centro das atenções e aumentou a pressão por respostas das autoridades.

O ataque também levantou o debate sobre a segurança de agentes públicos fora do horário de serviço, principalmente integrantes de unidades especializadas como a Rota.

Polícia busca fechar quebra-cabeça do atentado contra oficial
A prisão de Luis é considerada pelos investigadores um avanço importante para entender como o crime foi organizado. Agora, o objetivo é descobrir quem planejou a ação e se existem outros envolvidos.

O DHPP continua com diligências enquanto a Justiça avalia os próximos passos das prisões temporárias. A expectativa é que novas informações surjam com a análise do material apreendido durante a investigação.

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