Criado para agilizar a localização de crianças e adolescentes desaparecidos em situações de alto risco, o Alerta Amber é um sistema que dispara avisos emergenciais para usuários de redes sociais e outras plataformas digitais em uma área próxima ao local do desaparecimento.
No Brasil, o programa é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e já foi acionado dezenas de vezes desde sua implementação. Entre 2023 e 2026, o Distrito Federal concentrou 46 dos alertas emitidos, o equivalente a 46% de todos os registros no país.
Como funciona o Alerta Amber?
Quando um caso atende aos critérios estabelecidos pelas autoridades, o sistema envia notificações durante um período de até 24 horas.
Os alertas são direcionados para usuários localizados em um raio de até 160 quilômetros da região onde a criança ou adolescente pode ter desaparecido ou sido sequestrado.
As notificações podem aparecer em plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, além de outras redes sociais participantes.
Cada alerta traz informações essenciais para facilitar a identificação da vítima, incluindo:
- Fotografia;
- Nome;
- Data de nascimento;
- Características físicas;
- Local do desaparecimento;
Informações sobre possíveis suspeitos, quando disponíveis.
Caso surjam novos relatos indicando que a vítima foi vista em outra região, o sistema pode emitir novos alertas.
Quando o sistema é utilizado?
O Alerta Amber não é acionado em todos os casos de desaparecimento.
Segundo o Ministério da Justiça, o recurso é reservado para situações consideradas de alto risco, quando há indícios de que a criança ou adolescente possa estar em perigo de morte ou sofrer lesão corporal grave.
A ativação é realizada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado à Diretoria de Operações Integradas de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Casos já solucionados
De acordo com o Ministério da Justiça, o sistema já contribuiu para localizar crianças e adolescentes desaparecidos.
Neste ano, uma adolescente de 12 anos foi encontrada após ter seu desaparecimento divulgado pelo programa no Distrito Federal.
Atualmente, não há alertas ativos na capital federal.
De onde surgiu o nome?
O nome Alerta Amber homenageia Amber Hagerman, menina de nove anos sequestrada e assassinada no estado do Texas, nos Estados Unidos, em 1996.
O caso levou à criação de um sistema de alerta rápido que passou a ser adotado por diversos países para ampliar as chances de localização de crianças desaparecidas.
Hoje, o Brasil é o 33º país a utilizar esse modelo.
Além do Distrito Federal, o sistema também está disponível no Ceará, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
O que fazer em caso de desaparecimento?
Em casos de desaparecimento de crianças ou adolescentes, a orientação é procurar imediatamente a Delegacia de Polícia mais próxima para registrar a ocorrência.
Não é necessário aguardar 24 horas para comunicar o desaparecimento. Quanto mais cedo as autoridades forem acionadas, maiores são as chances de localizar a vítima rapidamente.
ENTENDA O CONTEXTO
O desaparecimento de crianças e adolescentes mobiliza autoridades em todo o mundo. Sistemas como o Alerta Amber foram criados para acelerar a divulgação de informações e envolver a população nas buscas, ampliando o alcance das investigações nas primeiras horas, período considerado decisivo para a localização das vítimas.
Ao combinar tecnologia, geolocalização e ampla divulgação nas redes sociais, o programa busca aumentar as chances de resgate em casos considerados de maior gravidade.