A seleção brasileira feminina de vôlei confirmou presença entre as quatro melhores equipes da Liga das Nações (VNL) 2026. Nesta quarta-feira (22), o Brasil derrotou o Japão por 3 sets a 1, de virada, em Macau, na China, e garantiu vaga na semifinal da competição, mantendo vivo o sonho de conquistar um título que ainda falta em sua galeria.
Depois de perder o primeiro set, a equipe comandada por José Roberto Guimarães mostrou força emocional, cresceu na partida e dominou os dois últimos sets para confirmar o favoritismo diante das japonesas. Agora, o desafio será ainda maior: a Itália, atual uma das principais potências do vôlei mundial, será a adversária na semifinal.
Ana Cristina lidera reação brasileira
O Brasil encontrou dificuldades no início do confronto. Conhecido pela velocidade na defesa e pela eficiência na transição ofensiva, o Japão conseguiu equilibrar as ações e saiu na frente.
A resposta brasileira veio a partir do terceiro set. Com saque mais agressivo, bloqueios eficientes e maior volume defensivo, a seleção passou a controlar o ritmo da partida.
O grande destaque foi Ana Cristina. A ponteira assumiu a responsabilidade nos momentos decisivos e terminou como a maior pontuadora do confronto, com 30 pontos, sendo decisiva para a classificação brasileira. Julia Bergmann também teve atuação consistente e ajudou a manter o nível ofensivo da equipe.
Itália será o próximo desafio
Com a classificação, o Brasil enfrentará a Itália na semifinal da Liga das Nações.
A partida está marcada para sábado (25), em Macau, com horário ainda a ser confirmado oficialmente pela organização. O vencedor disputará a grande decisão no domingo (26).
O confronto promete reunir duas das seleções mais fortes do circuito internacional.
Enquanto o Japão apostava na velocidade e na defesa, a Itália costuma explorar um jogo mais físico, com ataques potentes pelas extremidades da quadra e bloqueio consistente, cenário que exigirá uma estratégia diferente da equipe brasileira.
Renovação mostra resultados
Mesmo sem a capitã Gabi Guimarães, preservada para um trabalho específico de preparação visando o Mundial, o Brasil segue apresentando um desempenho competitivo.
Ana Cristina assumiu o protagonismo ofensivo ao longo da competição. Julia Bergmann ganhou espaço entre as titulares, enquanto Macris continua comandando a distribuição das jogadas com experiência.
No meio de rede, Carol permanece como uma das principais referências técnicas e emocionais da equipe, contribuindo tanto no bloqueio quanto na liderança dentro de quadra.
A campanha reforça o processo de renovação conduzido por José Roberto Guimarães, que tem integrado jovens atletas ao elenco sem perder competitividade.
Confiança cresce na reta decisiva
A vaga na semifinal representa mais do que uma classificação.
Nos últimos anos, o Brasil sofreu eliminações precoces na fase final da Liga das Nações. Desta vez, a equipe demonstra evolução justamente no momento mais importante da competição.
A atuação diante do Japão reforça a confiança do grupo antes do principal compromisso da temporada: o Campeonato Mundial.
Apesar da comemoração, o discurso dentro da seleção permanece cauteloso. Comissão técnica e jogadoras destacam que o foco agora está totalmente voltado para a Itália.
Onde assistir à semifinal
A semifinal entre Brasil e Itália terá transmissão dos detentores oficiais dos direitos da Liga das Nações, na TV por assinatura e pelo serviço oficial de streaming da competição. O horário definitivo será divulgado pela organização.
ENTENDA O CONTEXTO
A Liga das Nações reúne anualmente algumas das principais seleções femininas do mundo. Depois de uma fase classificatória, as oito melhores equipes avançam ao mata-mata.
O Brasil encerrou a primeira fase entre os primeiros colocados e voltou a enfrentar o Japão nas quartas de final, repetindo um confronto já realizado durante a etapa classificatória.
Agora, a seleção brasileira está a uma vitória da decisão e segue em busca de um título inédito da VNL, antes de concentrar as atenções na preparação para o Campeonato Mundial.