A Polícia Civil de Rondônia divulgou, na manhã desta segunda-feira (09), novas informações sobre o assassinato da professora Juliana de Matos Lima Santiago, morta dentro de uma faculdade particular de Porto Velho na última sexta-feira (06). Juliana também exercia a função de escrivã da Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o crime foi cometido por um aluno do curso de Direito da instituição, que foi preso em flagrante no dia do ataque. Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que todas as versões apresentadas pelo acusado foram descartadas, incluindo a alegação de que mantinha um relacionamento amoroso com a professora.
Segundo a polícia, nunca houve qualquer envolvimento entre a vítima e o autor. A relação entre ambos era estritamente profissional, e Juliana teria deixado claro que não aceitava aproximações pessoais ou qualquer tipo de investida fora do contexto acadêmico.
A principal linha de investigação aponta que o aluno não soube lidar com a rejeição, agindo por não aceitar que suas tentativas de aproximação não foram correspondidas. A polícia também afastou a hipótese de motivação relacionada a reprovação acadêmica, já que o estudante não apresentava histórico de baixo desempenho nas avaliações.
O caso é tratado como um crime premeditado. O acusado permanece preso preventivamente, e o inquérito policial deve ser concluído no prazo de até 10 dias, conforme determina a legislação.
