O governo dos Estados Unidos respondeu nesta quinta-feira (23) às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e afirmou que acompanha com interesse a integridade do processo eleitoral brasileiro. A manifestação foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após questionamento da imprensa.
A resposta ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasília e Washington, marcado por divergências sobre política externa, comércio e pelas recentes declarações envolvendo as eleições presidenciais de 2026.
O que disse o governo dos EUA?
Em nota, o Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos têm um “interesse histórico e global” na defesa da liberdade de expressão e da integridade dos processos democráticos em diversos países, incluindo o Brasil.
Segundo o porta-voz, a posição faz parte da política externa americana em relação às democracias ao redor do mundo e não entrou em detalhes sobre as declarações específicas de Lula.
O que motivou a resposta?
A manifestação americana veio após uma fala de Lula durante a convenção nacional do PDT, realizada na última segunda-feira (20), em Brasília.
Na ocasião, o presidente comentou as recentes declarações de Marco Rubio e afirmou que, caso o secretário de Estado dos EUA queira apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, “que venha” e “monte um comitê” no Brasil.
A declaração ocorreu em meio às discussões sobre a relação entre integrantes do governo Trump e aliados da família Bolsonaro.
Relação entre Brasil e Estados Unidos vive momento de tensão
Nos últimos meses, a relação entre os governos de Lula e Donald Trump tem sido marcada por atritos envolvendo temas políticos e comerciais.
Além das disputas sobre tarifas impostas a produtos brasileiros, integrantes dos dois governos trocaram críticas públicas relacionadas ao cenário político brasileiro e ao processo eleitoral de 2026.
O que acontece agora?
Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem o Itamaraty anunciaram uma nova manifestação em resposta à nota do Departamento de Estado.
A expectativa é de que as declarações reforcem o clima de tensão diplomática entre os dois países, em um momento em que Brasil e Estados Unidos também negociam questões comerciais e acompanham de perto o cenário das eleições brasileiras de 2026.