As tentativas do PT de converter Republicanos, PP e UB a adversários do PL esvaziando a convenção de Flávio Bolsonaro nesse sábado impõem um desafio a Lula.
A tarefa de esmiuçar sua práxis ao eleitorado do país para esclarecer que tipo de relação manteria a prática aplicada pela militância petista e seu governo com a teoria defendida hoje pelo presidente.
Poder-se-ia entender, ainda que não se compreendesse, estivessem Lula e o PT a escolher entre o contingente e o necessário, uma terceira via.
Uma inflexão que falseia a percepção. Busca demonstrar que uma figura sobre um fundo não pertence a este fundo, como de fato em política se dá. Os contornos realçando o fundo e não sobressaindo-se sobre ele.
O sofisma de admitir os fundamentos e negar as consequências, no surrado “correto na teoria mas falso na prática”, é, indiscutivelmente, um golpe no dono do voto.
Nas eleições, PL,PP, Republicanos e UB seriam adversários apenas circunstanciais. Uma antípoda desconsiderada em prol da hegemonia hoje muito distante dos polos identificados.
Lula gastou parte do seu mandato enfrentando estes mesmos partidos no Congresso, dividindo os bônus dos recursos públicos com os parlamentares e centralizando o ônus de sua aplicação. E não por escolha.
O PT, com a estratégia de unir o PP, Republicanos e UB contra o PL cria, assim, um novo tipo na campanha: sai a coligação de partidos e entra a campanha de coalizão.
Uma figura muito próxima da impossibilidade lógica.
Tudo junto e misturado. Só que não.