Quem gosta de observar o céu terá uma oportunidade rara nesta semana. Duas das principais chuvas de meteoros do ano atingem o pico de atividade praticamente ao mesmo tempo e prometem iluminar as madrugadas de quarta para quinta-feira (30) e de quinta para sexta-feira (31).
O fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil, principalmente entre 1h e o amanhecer, quando as constelações de Aquário e Capricórnio estarão mais altas no horizonte.
Mesmo com a interferência da Lua cheia, astrônomos afirmam que ainda será possível acompanhar os meteoros mais brilhantes, especialmente as chamadas “bolas de fogo”, que costumam deixar rastros intensos no céu.
Quais chuvas de meteoros poderão ser vistas?
O espetáculo será formado por dois fenômenos simultâneos. A Delta Aquáridas do Sul, considerada uma das principais chuvas de meteoros do Hemisfério Sul, costuma apresentar maior quantidade de meteoros por hora.
Já a Alfa Capricornídeas é menos intensa, mas chama atenção por produzir meteoros muito mais brilhantes, conhecidos como bolas de fogo.
A combinação dos dois eventos torna o fim de julho um dos períodos mais aguardados pelos observadores do céu.
Qual o melhor horário para observar?
Os especialistas recomendam olhar para o céu entre 1h da madrugada e o nascer do Sol. Nesse período, as constelações responsáveis pelas chuvas de meteoros ficam mais altas e aumentam as chances de visualização.
O ideal é procurar um local afastado das luzes das cidades, com horizonte livre e pouca poluição luminosa.
Para que lado olhar?
A orientação é observar o céu voltado para as regiões leste e sudeste.
As constelações de Aquário e Capricórnio aparecem nessa direção durante a madrugada e sobem gradualmente até o amanhecer.
Mesmo assim, os especialistas recomendam não fixar o olhar em apenas um ponto, já que os meteoros podem surgir em diferentes áreas do céu.
A Lua cheia vai atrapalhar?
Sim. As duas chuvas de meteoros acontecem logo após a Lua cheia, que deixa o céu muito mais claro e dificulta a observação dos meteoros menos brilhantes.
Por outro lado, os fragmentos maiores da Alfa Capricornídeas ainda devem produzir clarões capazes de vencer o brilho do luar.
É preciso telescópio? Não. Na verdade, binóculos e telescópios podem até atrapalhar a observação, pois reduzem o campo de visão.
A recomendação é observar o céu a olho nu e esperar cerca de 20 minutos para que os olhos se adaptem completamente à escuridão.
Também é importante evitar o uso constante do celular durante a observação.
Como surgem as “estrelas cadentes”?
Apesar do nome popular, os meteoros não são estrelas. Eles são pequenos fragmentos deixados por cometas que entram na atmosfera da Terra a velocidades superiores a 40 quilômetros por segundo.
O atrito com o ar faz essas partículas aquecerem rapidamente, produzindo os rastros luminosos vistos no céu.