Dia dos Pais 2026 deve faturar R$ 292 mi e mudar perfil do consumidor

Estudo revela hábitos e prioridades dos consumidores para o Dia dos Pais 2026 em diferentes cidades brasileiras.
Redação NC News
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O comércio de Fortaleza, Macapá e Santa Maria se prepara para um Dia dos Pais com lojas cheias, mas consumidores mais racionais. Pesquisas divulgadas nesta semana projetam faturamento robusto para a data, com predominância de compras de roupas, perfumaria e acessórios, e preferência por pagamento à vista.

Fortaleza projeta R$ 292 milhões e consumidor seletivo

Em Fortaleza, levantamento da Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), estima que o varejo movimente cerca de R$ 292 milhões até o Dia dos Pais. O valor representa crescimento nominal de 7% em relação ao ano passado e envolve algo em torno de 846 mil consumidores.

A pesquisa coloca o Dia dos Pais entre as datas mais fortes do calendário comercial da capital cearense, atrás apenas de Natal, Dia das Mães, Black Friday e Dia das Crianças, e já à frente do Dia dos Namorados em potencial de vendas. O movimento reforça a importância da comemoração para o caixa do varejo neste segundo semestre.

Segundo o IPDC, 45,3% dos consumidores fortalezenses pretendem comprar presentes. O ticket médio projetado é de R$ 268 por item, com a maior parte das compras concentradas na faixa entre R$ 51 e R$ 200. Há, porém, uma fatia que mira produtos de maior valor: 7,7% planejam gastar mais de R$ 500.

Os dados desenham um consumidor cauteloso, mas disposto a manter o gesto de presentear. “As datas comemorativas continuam desempenhando um papel importante para o comércio e para a economia local. No caso do Dia dos Pais, vemos um consumidor que mantém o desejo de presentear e celebrar em família, mas que também está mais atento ao orçamento e às condições de compra. Para o varejo, esse cenário reforça a importância de estratégias que combinem preços competitivos, promoções, qualidade e uma boa experiência para o consumidor”, afirma Luiz Fernando Bittencourt, presidente da Fecomércio Ceará.

No consumo, moda e cuidados pessoais dominam. Vestuário e acessórios concentram 44,9% das intenções de compra. Em seguida aparecem sapatos, carteiras, cintos e bolsas, perfumaria e cosméticos, relógios e ferramentas, além de celulares, material esportivo e bebidas, com menor participação.

Amapá aposta em roupas, pagamento à vista e celebração em casa

No Amapá, o Instituto Fecomércio calcula que o Dia dos Pais movimente R$ 28 milhões na economia local, com foco em Macapá. A pesquisa, feita com 400 entrevistados, mostra um cenário de engajamento elevado: 62% dos consumidores pretendem presentear na data.

O gasto médio estimado é de R$ 150 por presente, com 24% dispostos a desembolsar até R$ 100, 40% entre R$ 101 e R$ 200, 20% entre R$ 201 e R$ 300 e 16% acima de R$ 300. Roupas lideram a lista de escolhas, com 48% das intenções de compra, seguidas por perfumaria e cosméticos e calçados.

A economista Beatriz Cardoso, do Instituto Fecomércio Amapá, vê na pesquisa um roteiro claro para o varejo. “Esses dados permitem ao empresariado otimizar a gestão de estoque, direcionar campanhas de marketing assertivas para os nichos de vestuário e cosméticos, e mitigar riscos operacionais, fortalecendo a competitividade do comércio regional durante o período comemorativo”, afirma.

O estudo indica ainda que 74% dos consumidores amapaenses preferem pagar à vista, seja em dinheiro, Pix ou cartão de débito. Apenas 26% planejam usar cartão de crédito parcelado, sinal de um esforço explícito para evitar endividamento em meio às comemorações.

As celebrações em família também movimentam outros setores. Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados pretendem comemorar o Dia dos Pais, principalmente em casa (57%) ou na casa de familiares e amigos (35%). Só 10% planejam sair para almoçar ou jantar fora. A tendência favorece supermercados, atacarejos, lojas de bebidas e serviços de delivery, que surfam o clima afetivo da data sem depender exclusivamente da venda de presentes.

Santa Maria mantém tradição de presente e preferência por loja física

No interior gaúcho, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Maria (CDL) também detecta um consumidor disposto a ir às compras, mas atento ao bolso. Pesquisa de intenção de compras mostra que 77,5% dos entrevistados planejam presentear no Dia dos Pais.

O ticket médio estimado na cidade é de R$ 151, abaixo dos R$ 162 registrados no ano passado, o que revela um ajuste fino no orçamento familiar. Mesmo assim, o interesse em presentear permanece alto e deve garantir bom fluxo para o comércio de rua e shoppings na região central.

Roupas aparecem novamente como protagonistas, com 66,7% de preferência, seguidas por acessórios, calçados e perfumes. A principal diferença em relação a outras praças é a força do comércio presencial: 90,9% dos consumidores pretendem comprar em lojas físicas, mantendo a tradição de escolher o presente olhando, pegando e experimentando o produto.

Para a CDL, a decisão de compra passa por critérios claros. “A qualidade dos produtos lidera os fatores considerados na compra, seguida pelo preço e atendimento ao cliente”, destaca Claudemir Pereira, do setor de comunicação da entidade. Promoções e descontos também aparecem como elementos decisivos, o que pressiona lojistas por ofertas agressivas sem perda de margem.

Equilíbrio entre afeto e orçamento guia o consumo

Os três levantamentos revelam um traço comum no comportamento do brasileiro neste Dia dos Pais: o equilíbrio entre o desejo de celebrar e a necessidade de controlar gastos. A maioria dos consumidores pretende presentear e comemorar em família, mas com escolhas concentradas em produtos de valor intermediário, forte atenção a preço e qualidade e preferência por pagamento à vista.

Para o comércio, o recado é direto. Estoques precisam privilegiar vestuário, perfumaria, cosméticos e acessórios, com kits promocionais e faixas de preço bem definidas. O atendimento, que aparece entre os fatores decisivos de compra, ganha peso especial em mercados como Santa Maria, onde a loja física segue quase absoluta.

O setor de serviços também entra no jogo. Restaurantes, bares, delivery e alimentação fora do lar capturam parte do movimento, ainda que as pesquisas indiquem preferência por celebrações em casa ou na casa de parentes. A data acaba irradiando renda para além do varejo estrito de presentes.

Até o domingo do Dia dos Pais, lojistas devem monitorar o fluxo diário de vendas, ajustar campanhas em tempo real e explorar ações de última hora, como descontos progressivos e ampliação de horários de funcionamento. O desempenho da data também serve de termômetro para outras ocasiões do segundo semestre, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal, que concentram a reta final do ano para o varejo.

Se as projeções se confirmam, o Dia dos Pais de 2026 preserva sua posição como uma das datas mais estratégicas do comércio brasileiro, especialmente em capitais e cidades médias. O desafio agora é transformar intenção em venda efetiva, sem perder de vista que o consumidor celebra, mas conta cada real.

Quando vai ser o Dia dos Pais em 2026?

O Dia dos Pais em 2026 será comemorado no domingo, 9 de agosto, em todo o país.

Qual a previsão de gasto médio com presente no Dia dos Pais 2026?

Em Fortaleza, o ticket médio estimado é de R$ 268 por presente; no Amapá, R$ 150; em Santa Maria, R$ 151.

Quanto deve movimentar o comércio no Dia dos Pais 2026 em Fortaleza?

A pesquisa da Fecomércio Ceará projeta cerca de R$ 292 milhões em vendas no varejo de Fortaleza para o Dia dos Pais.

Qual a movimentação esperada para o comércio no Dia dos Pais 2026 no Amapá?

Segundo o Instituto Fecomércio, o Dia dos Pais deve movimentar aproximadamente R$ 28 milhões na economia do Amapá, concentrados em Macapá.

Por que o ticket médio para presentes no Dia dos Pais 2026 será inferior ao de 2025?

Em Santa Maria, o valor médio cai de R$ 162 para R$ 151 porque o consumidor mantém a intenção de presentear, mas ajusta o gasto ao orçamento.

O Dia dos Pais 2026 é feriado em alguma região do Brasil?

Não. O Dia dos Pais é uma data comemorativa do calendário comercial, mas não é feriado oficial em nenhuma região do país.


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