Brasil conquista novo mercado no Equador para insumos da nutrição animal

Acordo técnico libera exportação de farinhas animais e amplia oportunidades comerciais bilaterais.
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O agronegócio brasileiro obteve uma nova autorização para exportar farinha de vísceras de aves e farinha de sangue bovino ao Equador, conforme comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores divulgada nesta sexta-feira (13). A medida abre espaço para que subprodutos usados na formulação de rações para animais como suínos, aves e peixes possam entrar no mercado equatoriano.

Produzidas a partir de resíduos da indústria de processamento animal, essas farinhas têm alto teor proteico e energético, características valorizadas pela indústria de nutrição animal em outros países. A autorização deve beneficiar frigoríficos e indústrias brasileiras ao gerar receita adicional com produtos que antes não eram comercializados internacionalmente, além de reduzir custos relacionados ao descarte de matérias-primas.

O avanço comercial também contribui para fortalecer as relações bilaterais entre Brasil e Equador, ampliando o leque de oportunidades para exportadores brasileiros e reforçando a presença do país no mercado global de insumos agropecuários. Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 346 milhões em produtos agropecuários ao Equador, com destaque para papel, cereais e café.

Com essa nova liberação, o agronegócio brasileiro contabiliza 537 acessos a mercados internacionais desde o início de 2023, resultado de negociações sanitárias e comerciais lideradas pelos ministérios envolvidos.

A expansão de mercados para produtos brasileiros reforça a estratégia de diversificação de destinos e insumos, elemento considerado central para impulsionar a competitividade do setor no exterior e gerar emprego e renda no país.

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