Feyenoord e Atalanta se enfrentam neste domingo, no estádio De Kuip, em Roterdã, em um amistoso de pré-temporada que coloca frente a frente dois projetos em reconstrução. O time holandês vive início promissor sob comando de Giovanni van Bronckhorst, enquanto os italianos tentam se adaptar ao 4-3-3 posicional de Maurizio Sarri.
Feyenoord chega embalado e mira afirmação ofensiva
O Feyenoord entra em campo com o peso de uma temporada nacional forte e uma pré-temporada quase irretocável. O clube termina o último campeonato holandês em segundo lugar, com 65 pontos somados em 19 vitórias, 8 empates e 7 derrotas, sustentado por um ataque de 70 gols.
Ayase Ueda vira referência do setor ofensivo. O japonês marca 25 vezes em 31 partidas da liga, média que o coloca entre os principais finalizadores do país e ajuda a consolidar a imagem de um Feyenoord mais agressivo com a bola. A nova comissão quer manter esse padrão.
Van Bronckhorst retorna ao clube com autoridade de quem já conquista o título nacional em sua primeira passagem. Agora, ele assume um elenco reformulado e, por enquanto, responde com resultados: são quatro vitórias em quatro amistosos, com 14 gols marcados, incluindo 6 a 0 sobre o Dordrecht e triunfos convincentes diante de Club Brugge, Sporting Charleroi e Rayo Vallecano.
A sequência embala a torcida e reforça a sensação de que a equipe chega mais pronta para um jogo desse porte. O próprio LANCE! resume o momento ao destacar que “o Feyenoord quer confirmar a força ofensiva demonstrada no início dos trabalhos de Van Bronckhorst”.
Elenco mais profundo, mas com buraco na lateral-esquerda
O clube se mexe de forma intensa no mercado. Chegam Nacho Ferri, Charles Vanhoutte, Tjark Ernst, Mika Mármol e o goleiro Steven Benda, que assume a vaga deixada por Wellenreuther. A ideia é clara: montar um grupo mais robusto para encarar a temporada 2026/27 em múltiplas frentes.
As saídas, porém, mexem na estrutura. Além de Wellenreuther, deixam o elenco o zagueiro Gernot Trauner e o meia Calvin Stengs. A diretoria também precisa lidar com o fim do ciclo recente de Robin van Persie no comando técnico, movimento que abre espaço para a volta de Van Bronckhorst e para uma nova identidade em campo.
A maior preocupação está na lateral-esquerda. Jordan Bos sofre grave lesão no joelho durante o Mundial de Seleções e fica fora por longo período, enquanto Gijs Smal enfrenta problemas físicos. A combinação cria uma lacuna óbvia na formação e empurra o treinador ao mercado.
Van Bronckhorst não esconde a urgência. Em declaração reproduzida pelo LANCE!, “Van Bronckhorst já admitiu que o clube busca um novo lateral-esquerdo no mercado com urgência”. A necessidade é tão evidente que se torna o principal ponto de atenção da diretoria nesta reta final de pré-temporada.
Atalanta tenta virar a página da era Gasperini
O lado italiano chega a Roterdã em processo de mudança ainda mais profundo. A saída de Gian Piero Gasperini encerra quase uma década de um modelo baseado em linha de três zagueiros, pressão alta e jogo físico. Desde então, o clube passa por uma sequência de treinadores até apostar em Sarri.
Os números recentes da liga italiana mostram uma Atalanta competitiva, mas irregular. A equipe fecha o campeonato em sétimo lugar, com 15 vitórias, 14 empates e 9 derrotas. Quase 37% das partidas terminam empatadas, sintoma claro da dificuldade de traduzir bom desempenho em vitórias.
Sarri chega com um plano distinto. Seu 4-3-3 se apoia em posse de bola, triangulações curtas e saída limpa desde a defesa, uma ruptura nítida com o sistema de três zagueiros de Gasperini. O próprio LANCE! resume a encruzilhada: “O desafio de Sarri é mudar a identidade do time”.
A pré-temporada oferece sinais ainda tímidos. A Atalanta vence o time sub-23 do próprio clube e o Arezzo, mas por margens curtas. Os jogos servem mais como laboratório do que como medidor de força real. O amistoso em De Kuip, com estádio cheio e adversário mais encorpado, vira um teste mais honesto para o novo modelo.
Duelo de 4-3-3 e vitrine para apostas e mercado
As duas equipes devem repetir o 4-3-3 como base. O Feyenoord tende a usar uma versão mais vertical, acelerando transições e explorando os corredores com pontas agressivos, como Casper Tengstedt e Anis Hadj Moussa, além da presença constante de Ueda na área.
A Atalanta, por sua vez, mira um 4-3-3 de circulação paciente. Marten de Roon, Éderson e Mario Pasalic formam um meio-campo de boa capacidade de recuperação e passe curto, enquanto Charles De Ketelaere, Gianluca Scamacca e Nikola Krstović dão peso ao trio ofensivo. A adaptação de zagueiros como Berat Djimsiti e Isak Hien a uma linha de quatro é observada de perto.
No Feyenoord, a provável escalação indica Steven Benda no gol, Jordan Lotomba, Tsuyoshi Watanabe, Anel Ahmedhodzic e Mika Mármol na defesa; Sem Steijn, Luciano Valente e Anis Hadj Moussa no meio; Gonçalo Borges, Ayase Ueda e Casper Tengstedt no ataque. É um desenho que reforça a ideia de time agressivo e com boa ocupação da área rival.
Do lado italiano, Marco Carnesecchi continua como dono da meta, amparado por Davide Zappacosta, Giorgio Scalvini, Djimsiti e Nicola Zalewski. O meio-campo com De Roon, Éderson e Pasalic tenta dar equilíbrio, enquanto De Ketelaere e Scamacca carregam a maior parte da responsabilidade criativa e de finalização.
Impacto na temporada e peso além do placar
Os dirigentes tratam o amistoso como mais do que um simples jogo de preparação. No Feyenoord, o desempenho serve para medir o quanto o time consegue manter o volume ofensivo contra uma defesa de padrão europeu e, ao mesmo tempo, expõe com clareza os buracos deixados pela falta de um lateral-esquerdo de ofício.
Na Atalanta, o foco está na resposta coletiva ao novo modelo. O comportamento da primeira linha de construção, a coordenação da pressão e a capacidade do meio-campo de proteger a defesa em linha de quatro viram itens centrais na avaliação da comissão técnica após o apito final.
O confronto também atrai atenção do mercado de apostas no Brasil, reflexo do interesse crescente por amistosos internacionais de pré-temporada. A combinação de fator casa, sequência de quatro vitórias e momento mais estável de trabalho coloca o Feyenoord como favorito nas principais casas legalizadas.
O resultado de hoje não define a temporada de ninguém, mas ajuda a calibrar expectativas. Uma boa atuação do Feyenoord reforça a imagem de candidato sério ao topo nacional e à recuperação na Europa. Uma Atalanta competitiva, mesmo fora de casa, dá a Sarri a primeira grande evidência de que a transição de identidade começa a ganhar corpo.
As próximas semanas trazem novos amistosos, ajustes de elenco e, principalmente, decisões no mercado. Em Roterdã e em Bérgamo, a forma como o time se comporta neste primeiro duelo internacional pesa nas reuniões internas, na confiança da torcida e nos passos finais antes das estreias oficiais na temporada 2026/27.
Onde fica o Feyenoord?
O Feyenoord, clube citado hoje no amistoso contra a Atalanta, fica em Roterdã, na Holanda, uma das principais cidades portuárias da Europa, localizada na região oeste do país e integrante da província da Holanda do Sul, tradicional polo do futebol holandês.
Qual o maior rival do Feyenoord?
O maior rival do Feyenoord é o Ajax, de Amsterdã, com quem disputa o clássico conhecido como De Klassieker, confronto que simboliza a rivalidade histórica entre Roterdã e a capital holandesa e costuma decidir títulos, influenciar campanhas e marcar gerações de torcedores no país.
Quais são os ídolos do Feyenoord?
Os principais ídolos históricos do Feyenoord incluem Johan Cruyff rivaliza, mas no clube destacam-se figuras como Willem van Hanegem, Dirk Kuyt, Robin van Persie e Giovanni van Bronckhorst, jogadores que lideram títulos nacionais e europeus e ajudam a consolidar a tradição do time de Roterdã.
Qual a escalação do Feyenoord para o jogo contra a Atalanta?
A escalação provável do Feyenoord contra a Atalanta hoje tem Steven Benda; Jordan Lotomba, Tsuyoshi Watanabe, Anel Ahmedhodzic e Mika Mármol; Sem Steijn, Luciano Valente e Anis Hadj Moussa; Gonçalo Borges, Ayase Ueda e Casper Tengstedt, em um 4-3-3 ofensivo montado por Giovanni van Bronckhorst.
Como está a classificação do Feyenoord na temporada atual?
O Feyenoord encerra a última liga holandesa em segundo lugar, com 65 pontos, 19 vitórias, 8 empates e 7 derrotas, desempenho que o coloca na parte alta da tabela e mantém o clube entre os principais candidatos ao título nacional na temporada que agora se inicia oficialmente.
Quem são os principais jogadores do Feyenoord para a partida contra a Atalanta?
Os principais jogadores do Feyenoord para enfrentar a Atalanta hoje são Ayase Ueda, artilheiro recente com 25 gols em 31 jogos, Casper Tengstedt e Anis Hadj Moussa, destaques da pré-temporada, além do goleiro Steven Benda e de Mika Mármol, que ajudam a equilibrar um time claramente voltado ao ataque.