A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2 milhões em dinheiro em espécie durante uma operação de combate à lavagem de dinheiro realizada em Porto Velho (RO). A ação contou com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU) e terminou com a apreensão do dinheiro e de três veículos.
Segundo a PF, o montante foi localizado dentro de um carro abordado pouco depois de os valores serem retirados de uma agência bancária. Duas pessoas foram levadas à sede da corporação para prestar esclarecimentos, mas ninguém foi preso.
Como a operação aconteceu?
De acordo com a Polícia Federal, a abordagem ocorreu logo após um saque de grande valor em uma agência bancária da capital de Rondônia.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram R$ 2 milhões em espécie dentro de um veículo. Além do dinheiro, outros três carros foram apreendidos para auxiliar nas investigações.
A ação faz parte de uma investigação que busca identificar possíveis crimes de lavagem de capitais.
Por que a PF suspeitou da movimentação?
As investigações apontam que grandes quantias vinham sendo retiradas regularmente em Porto Velho.
A justificativa apresentada era de que os recursos seriam utilizados para pagar fornecedores de uma obra localizada em outro município.
No entanto, segundo a Polícia Federal, o local onde os saques eram realizados não era compatível com o destino informado para os valores, circunstância que levantou suspeitas e levou ao aprofundamento das investigações.
O que é investigado?
A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a possível prática do crime de lavagem de dinheiro.
Em termos simples, esse tipo de crime ocorre quando recursos de origem ilícita são movimentados ou ocultados para aparentarem ter origem legal.
Até o momento, a PF não divulgou quem são os investigados nem informou a origem do dinheiro apreendido.
Houve prisões?
Não.
As duas pessoas abordadas durante a operação foram conduzidas à sede da Polícia Federal apenas para prestar esclarecimentos e, até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso.
As investigações continuam para identificar a origem dos recursos, o destino do dinheiro e eventual participação de outras pessoas.
Entenda o contexto
A apreensão faz parte das ações da Polícia Federal de combate à lavagem de dinheiro e à movimentação financeira considerada suspeita. Segundo a corporação, retiradas frequentes de grandes quantias em espécie, especialmente quando incompatíveis com a finalidade declarada, podem indicar irregularidades e motivar investigações. O caso segue sob apuração, e ainda não há conclusão sobre a origem dos R$ 2 milhões nem sobre a existência de outros envolvidos.