Quase 2 mil consultas e 9 mortes: falso médico é preso após anos atendendo pacientes em hospital de SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (04), um homem acusado de se passar por médico e atender pacientes em um hospital particular na Zona Leste da capital. Segundo as investigações, ele e outro falso profissional teriam realizado cerca de 2 mil atendimentos em dois anos, período em que nove pacientes morreram após supostos erros e falhas durante os procedimentos.
Redação NC News
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O preso foi identificado como Marcos Phelipe de Barros, alvo da segunda fase da Operação Hipócrates II, conduzida pela Delegacia de Polícia de São Miguel Paulista.

Identidade de médico verdadeiro era usada
De acordo com a investigação, Marcos utilizava documentos autênticos pertencentes ao médico Nicolas Joseph Della Matta para trabalhar ilegalmente no Hospital de Clínicas Jardim Helena.

A fraude permitia que ele se apresentasse como profissional habilitado e realizasse consultas e atendimentos sem possuir autorização para exercer a medicina.

Atendimentos iam além do hospital
Além da atuação dentro da unidade hospitalar, a Polícia Civil afirma que o investigado também foi flagrado prestando atendimento em vias públicas.

Segundo os investigadores, Marcos chegou a aplicar injeções em pacientes fora de um ambiente clínico, sem qualquer estrutura adequada ou supervisão médica, aumentando os riscos para a saúde das pessoas atendidas.

Polícia investiga mortes e possíveis vítimas
As autoridades apuram se há relação entre a atuação dos falsos médicos e a morte de nove pacientes registrada durante o período investigado. A polícia também busca identificar outras pessoas que possam ter sido atendidas pelos suspeitos e verificar a participação de terceiros no esquema.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão para reunir novos documentos, equipamentos e provas que possam esclarecer a extensão da fraude.

Investigação continua
A Operação Hipócrates II segue em andamento e não estão descartadas novas prisões. A Polícia Civil pretende identificar todos os envolvidos e apurar como os investigados conseguiram atuar por tanto tempo em uma unidade hospitalar utilizando documentos de outro profissional.

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