O Manchester City abre mão de Tijjani Reijnders e, ao mesmo tempo, abre espaço para Jeremy Monga. O meio-campista holandês negocia a saída para o Nottingham Forest, enquanto o clube confirma a chegada da joia inglesa de 16 anos, contratada do Leicester por £12,5 milhões.
Reijnders perto de deixar o City, Forest testa força de caixa
As conversas entre Manchester City e Nottingham Forest avançam nesta semana, em plena janela de transferências da Premier League. O Forest apresentou uma oferta de £55 milhões por Reijnders, mas esbarra na pedida próxima de £60 milhões feita pelo clube de Manchester.
Reijnders, de 28 anos, vive um momento de virada. Titular em apenas 19 partidas da Premier League em sua temporada de estreia com Pep Guardiola, o holandês nunca se firma como peça incontestável no Etihad Stadium. Segundo o Daily Mail, “o holandês está ansioso para ter mais regularidade no time principal depois de enfrentar um primeiro ano frustrante na Inglaterra”.
No City Ground, a leitura é oposta. O Nottingham Forest enxerga em Reijnders um titular imediato para reorganizar o meio-campo após a venda histórica de Elliot Anderson ao próprio Manchester City, por até £116 milhões. O negócio injeta caixa suficiente para um investimento agressivo, mas também amplia a pressão por acerto.
Negócio caro, idade alta e aposta de risco para o Forest
O valor colocado na mesa expõe o dilema do Forest. Reijnders oferece experiência de Premier League e rodagem europeia, mas chega aos 28 anos sob desconfiança. O desempenho irregular gera dúvidas sobre retorno esportivo e potencial de revenda, fator central num clube que tenta se fixar no meio da tabela inglesa.
A pedida de £60 milhões do City já afasta outros interessados. O Atlético de Madrid recua antes mesmo de formalizar proposta, justamente por considerar alto demais o valor pedido. O cenário deixa o Forest praticamente sozinho na disputa, o que aumenta a margem para negociar um meio-termo, mas também o risco de pagar acima do ideal.
No City, a matemática é mais confortável. A saída de um jogador que não vira protagonista por algo entre £55 milhões e £60 milhões reforça a capacidade do clube de reciclar o elenco sem perder competitividade. O negócio ajuda a equilibrar as contas, abrir espaço na rotação de meio-campistas e financiar novas apostas.
Monga escolhe o City e Maresca ganha carta importante para o futuro
Enquanto discute a saída de Reijnders, o Manchester City já apresenta o próximo capítulo da sua reconstrução silenciosa. Jeremy Monga, extremo inglês de 16 anos, troca o Leicester pelo atual campeão inglês por um pacote de £12,5 milhões, incluindo bônus por metas.
O City vence a concorrência do Arsenal e de outros gigantes europeus ao oferecer um projeto desenhado para o longo prazo. De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, “um projeto de longo prazo foi apresentado por Maresca ao jovem, que não teria hesitado em realizar a mudança”. O argumento pesa tanto quanto o dinheiro.
Apontado internamente como provável sucessor de Pep Guardiola, Enzo Maresca participa diretamente da operação. O italiano conhece Monga do período em que comanda o Leicester e vê no garoto um atacante moderno, capaz de decidir no um contra um, mas ainda em fase de lapidação tática e física.
Joia de 16 anos, dribles de adulto e caminho até o time principal
Monga chega a Manchester com números raros para alguém da sua idade. O extremo disputa 27 partidas da Championship na última temporada, acumula média de 7,8 dribles por jogo e chama a atenção de olheiros pela facilidade em desequilibrar partidas em espaços curtos.
O jovem é destro e atua preferencialmente pelo lado esquerdo, cortando para dentro em direção ao gol. Falta eficiência na finalização e consistência defensiva, dois pontos que o City pretende trabalhar com calma na base. A ideia é integrá-lo primeiro às categorias sub-18 e sub-21 antes de qualquer salto ao elenco principal.
A operação de £12,5 milhões escancara a estratégia do clube. O Manchester City, que hoje domina estatísticas de posse de bola e finalizações na Premier League, ganha um talento moldável ao modelo de jogo que privilegia amplitude, agressividade pelos lados e pressão intensa sem a bola.
Elenco em transição, sucessão de Guardiola e efeitos na Premier League
Os movimentos desta janela também dizem muito sobre o futuro do banco de reservas no Etihad. A influência de Enzo Maresca nas contratações cresce, mesmo com Guardiola ainda à frente da equipe principal. O italiano participa do desenho do elenco que deve herdar, com equilíbrio entre medalhões e jovens em formação.
A possível saída de Reijnders libera minutos para outros meio-campistas já no elenco e cria margem para que um ou dois reforços cheguem num perfil mais alinhado às ideias de Maresca. A contratação de Monga, por outro lado, antecipa o que deve ser uma marca da próxima era: apostar em jovens com potencial de impacto imediato e revenda alta.
Na prática, o City ajusta a lista de inscritos, renova opções para a escalação de 2026 e mantém um núcleo forte para disputar a Premier League e o Mundial de Seleções, sem abrir mão da sustentabilidade financeira. O Nottingham Forest, por sua vez, tenta transformar o cheque de £116 milhões por Anderson em consistência técnica e sobrevivência tranquila na elite.
Os próximos dias da janela indicam uma sequência de decisões amarradas entre si. A confirmação da venda de Reijnders pode destravar novas compras do City e pressionar o Forest a escolher entre ousadia e prudência. O impacto completo dessas mexidas só aparece quando a bola rolar, mas o tabuleiro da Premier League já se mexe em Manchester e em Nottingham.