A violência contra a mulher nem sempre deixa marcas físicas. Além das agressões, a legislação brasileira reconhece como violência doméstica condutas como ameaças, humilhações, controle financeiro, violência sexual, perseguição e abuso psicológico, que podem ocorrer de forma isolada ou simultânea. Identificar esses sinais é um passo fundamental para interromper o ciclo de violência e garantir proteção à vítima.
Quais são os tipos de violência?
A Lei Maria da Penha prevê diferentes formas de violência contra a mulher, entre elas:
- Física: agressões que causam lesões ou colocam em risco a integridade da vítima;
- Psicológica: ameaças, humilhações, manipulação, isolamento e controle emocional;
- Sexual: qualquer ato sexual sem consentimento;
- Patrimonial: destruição ou retenção de bens, documentos, dinheiro ou objetos pessoais;
- Moral: calúnia, difamação e injúria.
Segundo o Governo de São Paulo, reconhecer essas situações é essencial para que a vítima consiga buscar apoio o quanto antes.
Rede de proteção em São Paulo
O estado conta com uma rede de atendimento voltada às mulheres em situação de violência. Entre os serviços disponíveis estão as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), o aplicativo SP Mulher Segura, o Ligue 190 em casos de emergência e o Ligue 180, canal nacional de orientação e denúncias.
Também há atendimento especializado por meio de centros de acolhimento, Casas da Mulher Paulista e outros serviços que oferecem suporte psicológico, jurídico e social às vítimas.
O que fazer em caso de violência?
A orientação é que a vítima procure ajuda o mais rápido possível. Em situações de risco imediato, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Também é possível registrar boletim de ocorrência nas Delegacias de Defesa da Mulher, utilizar os serviços digitais do estado e buscar acolhimento na rede especializada.
ENTENDA O CONTEXTO
O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, realizada em referência ao aniversário da Lei Maria da Penha. Em 2026, a mobilização ganha um significado especial ao marcar os 20 anos da legislação, reforçando a importância da prevenção, da denúncia e da ampliação do acesso aos serviços de proteção.