Quem é Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro nas eleições?

Após tentativas frustradas de alianças, a chapa puro-PL foca no Nordeste, segurança e aposentados para a eleição presidencial.
Redação NC News
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Alfredo Gaspar de Mendonça Neto é deputado federal por Alagoas, ex-promotor de Justiça, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública. O político ganhou projeção nacional durante a investigação das fraudes contra aposentados e pensionistas e voltou ao centro das atenções em 5 de agosto de 2026, quando foi anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

Nascido em Maceió em 13 de agosto de 1970, Alfredo Gaspar tem 55 anos e exerce seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Eleito em 2022 com 102.039 votos, chegou ao Congresso após construir a maior parte da carreira no Ministério Público de Alagoas.

Alfredo Gaspar foi presidente da CPMI do INSS?

Não. Essa é uma confusão nas buscas. Alfredo Gaspar foi o relator da CPMI do INSS, função responsável por organizar a linha de investigação, analisar documentos e apresentar o relatório final. O presidente da comissão foi o senador Carlos Viana, de Minas Gerais.

A CPMI investigou descontos associativos não autorizados e outras suspeitas envolvendo benefícios de aposentados e pensionistas. Gaspar apresentou um relatório com cerca de 4 mil páginas e pediu o indiciamento de 216 pessoas. O texto foi rejeitado por 19 votos a 12, e a comissão terminou sem aprová-lo como conclusão oficial.

O cargo de relator deu grande visibilidade ao deputado. Seus interrogatórios e embates com parlamentares governistas circularam nas redes sociais e ajudaram a transformar um político conhecido em Alagoas em um nome nacional.

Qual é a formação e a carreira de Alfredo Gaspar?

Advogado de formação, Alfredo Gaspar ingressou no Ministério Público de Alagoas em 1996. Atuou como promotor de Justiça e em estruturas de combate ao crime organizado. Ao longo de aproximadamente 24 anos no órgão, chegou ao posto de procurador-geral de Justiça de Alagoas e presidiu um grupo nacional de combate às organizações criminosas.

Em 2015, foi convidado pelo então governador Renan Filho para assumir a área de segurança pública do estado. Deixou o cargo no ano seguinte e retornou ao Ministério Público. Depois, voltou ao Executivo alagoano como secretário de Segurança Pública entre 2021 e 2022.

Sua primeira disputa eleitoral ocorreu em 2020, quando concorreu à Prefeitura de Maceió. Gaspar liderou o primeiro turno, mas foi derrotado no segundo por JHC. Dois anos depois, elegeu-se deputado federal, sendo o segundo candidato mais votado de Alagoas e o mais votado na capital.

Na Câmara, concentrou parte da atuação em segurança pública, direito penal, combate ao crime organizado e críticas ao governo federal. A experiência como promotor tornou-se elemento central de sua comunicação, especialmente durante os interrogatórios da CPMI do INSS.

Quem é a esposa de Alfredo Gaspar?

Alfredo Gaspar é casado com Adriana Andrade, filha do ex-governador de Alagoas Moacir Lopes de Andrade. O casal se casou quando o político tinha cerca de 20 anos e mantém uma relação de longa duração, mencionada por ele em publicações e aparições públicas.

Adriana aparece em eventos políticos e familiares, mas não ocupa cargo eletivo. Informações sobre a vida particular do casal devem ser tratadas com cautela, pois parte do conteúdo das buscas vem de redes sociais e páginas de campanha.

Alfredo Gaspar tem filhos?

Perfis biográficos publicados por veículos nacionais informam que Alfredo Gaspar e Adriana tiveram três filhos: Ana Luisa, Catarina e Carlos. Ana Luisa morreu aos 1 ano e 8 meses, após enfrentar um câncer. O episódio deve ser abordado de forma respeitosa, sem exploração sensacionalista.

Catarina e Carlos são os filhos mencionados nas biografias públicas. Como não exercem mandato nem têm papel político equivalente ao do pai, detalhes adicionais de suas rotinas não são necessários para compreender a trajetória do parlamentar.

Alfredo Gaspar tem processos?

A busca “Alfredo Gaspar processos” exige cuidado. A existência do nome de uma pessoa em registros judiciais não significa automaticamente condenação. Políticos e autoridades podem aparecer como autores, réus, interessados, representantes ou citados em diferentes procedimentos.

Em março de 2026, o deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke encaminharam às autoridades uma notícia de fato com acusações contra Alfredo Gaspar relacionadas a um suposto estupro de vulnerável ocorrido anos antes. Gaspar negou as acusações, afirmou que tinham motivação política e adotou medidas legais contra os parlamentares.

As reportagens registraram que a comunicação inicial não apresentou provas conclusivas. Portanto, não é correto tratar a acusação como condenação nem afirmar que o crime ocorreu. Até a atualização deste perfil, fontes públicas consultadas não indicavam decisão judicial definitiva que confirmasse as alegações.

Por que Alfredo Gaspar fez exame de DNA?

O termo “Alfredo Gaspar DNA” passou a aparecer nas buscas por causa dessa acusação. Em abril de 2026, o deputado informou que forneceu voluntariamente material genético à Polícia Científica de Alagoas para comparação no inquérito. Também divulgou documentos e declarações que, segundo sua defesa pública, contestariam a versão apresentada contra ele.

Entregar material para exame não representa admissão de culpa. É uma diligência que pode confirmar ou excluir uma hipótese investigativa. Também não se deve confundir a coleta anunciada pelo parlamentar com um resultado definitivo. Até a publicação desta reportagem, não foi encontrada divulgação oficial conclusiva do exame.

 

 

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