A atriz Clodd Dias, conhecida nacionalmente por integrar o elenco das séries Manhãs de Setembro, do Prime Video, e As Five, do Globoplay, morreu aos 49 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (7) por familiares e pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP). Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
A notícia causou grande comoção entre colegas de profissão, fãs e representantes da classe artística, que prestaram homenagens nas redes sociais e destacaram a importância da atriz para a cultura brasileira e para a representatividade LGBTQIAPN+ no audiovisual.
Carreira construída entre os palcos e as telas
Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd iniciou sua trajetória artística ainda muito jovem. Antes de ganhar projeção nacional, dedicou anos ao teatro, onde desenvolveu trabalhos voltados à dramaturgia, poesia e performance.
Ao longo da carreira, também atuou como cantora, escritora e dubladora, participando de diferentes projetos culturais e ampliando sua atuação para além da televisão.
O reconhecimento nacional veio com o crescimento das plataformas de streaming, que abriram espaço para novos talentos e histórias mais diversas.
Destaque em Manhãs de Setembro
Clodd conquistou o público ao interpretar Roberta, personagem da série Manhãs de Setembro, produção estrelada por Liniker. A trama se tornou uma das principais obras brasileiras voltadas à representatividade de pessoas trans e recebeu reconhecimento da crítica especializada.
Sua atuação foi amplamente elogiada e lhe rendeu o Prêmio Arcanjo de Cultura, consolidando seu nome entre os artistas de destaque da dramaturgia nacional.
Além da série do Prime Video, Clodd também integrou o elenco de As Five, continuação da novela Malhação: Viva a Diferença, além de produções como Notícias Populares, Ayô, Rodeio Rock e O Clube das Mulheres de Negócios.
A atriz ainda deixou gravada a série Tarã, produção inédita estrelada por Xuxa Meneghel e Angélica, cuja estreia está prevista para os próximos meses.
Legado de representatividade
Ao longo da carreira, Clodd Dias tornou-se referência para artistas trans e para movimentos ligados à diversidade no audiovisual brasileiro. Sua presença em produções de grande alcance ajudou a ampliar a visibilidade de pessoas trans na televisão, no cinema e nas plataformas de streaming.
Diversos artistas lamentaram a perda e ressaltaram que Clodd abriu caminhos para novas gerações de atores e atrizes, contribuindo para uma representação mais plural nas produções nacionais.
Homenagens e despedida
Após a confirmação da morte, fãs passaram a compartilhar mensagens de carinho e trechos de trabalhos da atriz nas redes sociais. O Sated-SP publicou uma nota destacando sua dedicação às artes e sua contribuição para a cultura brasileira.
O velório e o sepultamento estão previstos para acontecer no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo.
Clodd Dias deixa um legado de talento, representatividade e contribuição para a dramaturgia brasileira, sendo lembrada por personagens que marcaram o público e ajudaram a transformar o cenário do entretenimento nacional.