Datafolha testa força de Lula e Flávio Bolsonaro no Ceará

Intenções de voto para presidente, governo e Senado no Ceará mostram a força de Lula e Bolsonaro na disputa local.
Redação NC News
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Uma nova pesquisa Datafolha em campo no Ceará mede, ao mesmo tempo, a força eleitoral de Lula, o alcance do bolsonarismo e a reorganização da política local para 2026.

O levantamento, registrado em 7 de agosto e realizado entre 10 e 13 de agosto, testa cenários para Presidência, governo estadual e Senado, além de avaliar o peso de alianças e lideranças nacionais no terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste.

Datafolha mira disputa presidencial e governo do Ceará

A pesquisa coloca frente a frente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nomes associados à direita e à centro-direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) e o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD). Também entra no radar Renan Santos, do movimento Missão, além de outras figuras de nicho, como Augusto Cury, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara, Leonardo Avalanche, Edmilson Costa, Clariana Barão e Wilson Grassi.

Os eleitores recebem um cartão com todos os nomes e as opções de voto em branco, nulo, nenhum candidato e não sabe. A ideia é medir tanto a preferência espontânea quanto o potencial de cada postulante em um cenário estimulado, típico de período pré-eleitoral.

Na sequência, o Datafolha apresenta quatro simulações diretas de segundo turno, sempre com Lula em um dos polos. Os confrontos testados são Lula x Flávio Bolsonaro, Lula x Zema, Lula x Caiado e Lula x Renan Santos. Segundo o instituto, “a ordem dos candidatos e das situações é submetida a rodízio entre os entrevistados — Datafolha”, para evitar distorções provocadas pela sequência das perguntas.

O questionário mede ainda a rejeição de cada nome e investiga como o eleitor cearense vê o governo Lula hoje, classificando a gestão como ótima, boa, regular, ruim ou péssima. Em outra pergunta, “o questionário também mede diretamente a aprovação do trabalho do presidente, com as opções aprova, desaprova e não sabe — Datafolha”.

Ciro, Elmano e a batalha pelo comando do estado

O movimento do Datafolha vai além do embate nacional. No plano estadual, o levantamento desenha o tabuleiro da sucessão ao Palácio da Abolição e testa se o atual governador, Elmano de Freitas, mantém o capital político de sua eleição. Entre os nomes incluídos na disputa pelo governo do Ceará estão Ciro Gomes, Danilo Soares, Delegado Huggo, o próprio Elmano de Freitas, Pedro Brito, Serley Leal e Zé Batista.

O instituto também simula um segundo turno direto entre Ciro Gomes e Elmano de Freitas, num teste que interessa tanto ao grupo de Lula quanto ao clã dos Gomes. O resultado deve indicar se o eleitorado aceita uma continuidade do arranjo atual ou se abre espaço para uma inflexão no comando estadual.

O governador é avaliado em dois blocos: primeiro, na escala de ótimo a péssimo; depois, em pergunta direta sobre aprovação ou desaprovação de seu governo. A comparação entre a imagem de Elmano e a de Lula no estado pode redefinir o peso de cada um na montagem de chapas e alianças.

Para o Senado, a pesquisa explora as duas vagas em jogo e joga luz sobre nomes com histórico de protagonismo no estado. O entrevistado precisa indicar um candidato para a primeira vaga e outro para a segunda entre Capitão Wagner, Cid Gomes, Guilherme Theophilo, Luiziane Lins, Pastor Alcides Fernandes, Catarina Matos e Reginaldo Ferreira. O resultado mostra quem larga na frente na corrida por mandatos de oito anos.

Força de Lula, Bolsonaro e caciques locais em teste

O Datafolha transforma o Ceará em laboratório para medir a capacidade de transferência de votos de diferentes lideranças. Em um dos blocos, o eleitor é questionado sobre o efeito que apoios de Lula, Jair Bolsonaro, Camilo Santana, Tasso Jereissati e Flávio Bolsonaro teriam em sua decisão para governador. A pergunta central é se o apoio aumentaria, diminuiria ou não mudaria a chance de voto.

A resposta a essas questões interessa diretamente a PT, PL e aliados regionais. Se Lula mantiver alta influência, reforça a estratégia petista de ancorar candidatos locais em sua imagem. Se Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro aparecerem com peso relevante, ganham munição para avançar em um estado historicamente hostil ao bolsonarismo. Camilo Santana e Tasso Jereissati, por sua vez, medem se continuam sendo cabos eleitorais determinantes.

Outro bloco do questionário testa o apetite do eleitor por arranjos até pouco tempo improváveis. O Datafolha pergunta como o cearense vê alianças envolvendo Elmano de Freitas com Cid Gomes ou Domingos Filho, e pactos de Ciro Gomes com Capitão Wagner e André Fernandes. A partir daí, os partidos podem calcular o custo-benefício de composições pragmáticas diante de uma sociedade cansada de crises internas.

Problemas do Ceará e impacto imediato da pesquisa

O levantamento ainda pede que o entrevistado aponte o principal problema do Ceará, entre temas como saúde, educação, economia, desemprego, violência, corrupção, inflação e salário. A lista revela quais temas devem dominar a campanha de 2026 e quais promessas terão maior apelo nos programas eleitorais e nas redes sociais.

Os dados numéricos ainda não vêm a público, mas a simples existência da pesquisa já mexe com a política cearense. Com a divulgação prevista para a próxima quinta-feira, último dia de entrevistas, partidos e pré-candidatos ajustam discursos e agendas na expectativa de confirmar tendências ou reverter percepções negativas.

A partir dos resultados, grupos ligados a Lula, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Elmano de Freitas, Camilo Santana, Tasso Jereissati e Flávio Bolsonaro devem redesenhar táticas. A pesquisa tende a influenciar decisões sobre cabeças de chapa, formação de coligações e divisão de palanques entre disputa nacional e estadual.

Os próximos dias devem ser de leitura minuciosa de cada tabela da pesquisa. Se o Datafolha apontar um favoritismo claro em algum campo, rivais podem antecipar movimentos, buscar novas alianças ou até abandonar projetos pessoais. Caso o cenário apareça fragmentado, o Ceará entra em 2026 como um dos tabuleiros mais disputados do país, com impacto direto na corrida presidencial e no equilíbrio de forças no Congresso.

Quando sai a nova pesquisa Datafolha no Ceará?

A nova pesquisa Datafolha no Ceará, registrada em 7 de agosto e realizada entre 10 e 13 de agosto, tem divulgação prevista para a próxima quinta-feira, último dia de coleta, quando serão conhecidos os dados completos sobre Presidência, governo estadual, Senado e avaliação de Lula e Elmano.

O que a pesquisa Datafolha mede sobre Lula no Ceará?

A pesquisa Datafolha no Ceará mede hoje a intenção de voto em Lula para 2026, o desempenho dele em quatro simulações de segundo turno, a rejeição ao seu nome e a avaliação de seu governo, além da aprovação ou desaprovação de seu trabalho e da força de seu apoio na eleição para governador.

Quais cargos entram na pesquisa Datafolha no Ceará?

A pesquisa Datafolha no Ceará testa intenções de voto para Presidência da República em 2026, cenário para o governo estadual, disputa por duas vagas ao Senado, avaliação e aprovação dos governos Lula e Elmano de Freitas, além da influência de lideranças políticas e das principais preocupações dos eleitores cearenses.


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