O desaparecimento de uma bebê de apenas 28 dias mobiliza as forças de segurança de Campo Grande (MS). Ayla Emanuelly desapareceu na quinta-feira (6) e passou a ser procurada pela Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de que a criança tenha sido levada contra a vontade da família.
O caso ganhou ainda mais atenção depois que o Ministério da Justiça ativou o Amber Alert Brasil, sistema utilizado para ampliar a divulgação de desaparecimentos considerados de alto risco envolvendo crianças.
A investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).
Bebê desapareceu após encontro marcado pela internet
A investigação começou depois que a mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, contou aos policiais como teria ocorrido o desaparecimento.
Segundo o relato, ela conheceu uma mulher em um grupo virtual voltado à venda de roupas infantis. Durante as conversas, a mulher teria oferecido dinheiro para que a adolescente cuidasse de uma criança.
A mãe aceitou a proposta e foi até um imóvel acompanhada da irmã, de 12 anos. Foi nesse local que, segundo a versão apresentada à polícia, a situação teria mudado.
Adolescente relata ameaça durante encontro
A mãe de Ayla afirmou que foi impedida de sair do imóvel e ameaçada para entregar a filha.
A adolescente contou ainda que havia vários homens dentro da residência. A irmã dela teria dormido depois de consumir uma bebida oferecida no local e só teria acordado horas mais tarde.
As duas permaneceram no imóvel durante várias horas e foram liberadas somente na madrugada de sexta-feira (7). O telefone celular da mãe também teria sido levado.
Polícia investiga se bebê seria vendida
Uma das linhas consideradas pelos investigadores é a de que Ayla poderia ter sido retirada da família para ser comercializada.
Familiares disseram à polícia que a mulher envolvida no encontro teria afirmado que pretendia vender a bebê e usar o dinheiro para ajudar a quitar uma dívida do marido, que estaria foragido.
A possibilidade ainda está sendo investigada e não significa que a polícia tenha confirmado a existência de uma negociação envolvendo a criança.
Ministério da Justiça amplia busca pela bebê
O desaparecimento levou o Ministério da Justiça a emitir um alerta nacional por meio do Amber Alert Brasil.
A ferramenta permite que informações sobre crianças desaparecidas sejam distribuídas por plataformas digitais em uma área de até 160 quilômetros a partir do ponto onde o desaparecimento ocorreu.
A intenção é fazer com que mais pessoas tenham acesso rapidamente às características da criança e possam ajudar na localização.
Investigação tenta descobrir onde está Ayla
A equipe da DEPCA trabalha para reconstruir os últimos momentos antes do desaparecimento e identificar todas as pessoas que estavam no imóvel.
A polícia também apura a relação entre a mulher que teria feito contato com a mãe e os demais suspeitos mencionados no depoimento.
Ayla Emanuelly continua desaparecida, e as circunstâncias que levaram ao sumiço da bebê ainda estão sendo esclarecidas pela Polícia Civil.