A velha lenda de que agosto é o “mês do desgosto” começou a se provar amarga para quem investe no mercado financeiro brasileiro. Logo no primeiro capítulo do mês, o Ibovespa — o principal índice da nossa Bolsa de Valores (B3) — sofreu um baque pesado e registrou o seu pior desempenho das últimas 12 semanas.
A tentativa de reação até existiu, mas o mercado nacional não perdoou o clima de incertezas. Entenda os números e os fatos que marcaram essa queda livre.
O tombo semanal
O índice encerrou a semana com uma queda acumulada expressiva de 3%, devolvendo os lucros recentes e recuando aos patamares que não eram vistos desde meados de maio.
Sexta-feira amarga: Apenas no pregão desta sexta-feira (7), a bolsa derreteu mais 1,7%, fechando estacionada na dura marca de 172.513 pontos.
Nem mesmo o alívio global gerado pelo freio no mercado de trabalho dos Estados Unidos foi suficiente para estancar a sangria e salvar o desempenho brasileiro.
O que causou o mergulho?
A semana já havia começado com os nervos à flor da pele devido às incertezas deixadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que dita os rumos das taxas de juros no Brasil.
No entanto, a pá de cal que empurrou o índice ladeira abaixo veio com a divulgação dos chamados “balanços corporativos”. Os investidores se depararam com uma frustração generalizada ao analisar os lucros e os resultados financeiros apresentados pelas grandes empresas brasileiras, gerando uma forte onda de pessimismo e venda de ações.
A tentativa de reação do Ibovespa esbarrou na decepção com os balanços corporativos na última sexta-feira (7), anulando o alívio vindo do exterior.