Remo e Atlético-MG empatam em 2 a 2, no Mangueirão lotado, em jogo eletrizante pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, neste sábado, às 18h30. Jajá e Gabriel Taliari marcam para o time paraense, enquanto Reinier e Bernard balançam a rede para o Galo.
Remo começa avassalador, Galo reage e vira ainda no primeiro tempo
O clima em Belém mistura pressão e expectativa. O Remo entra em campo sob o peso da luta contra o rebaixamento e da recente eliminação na Copa do Brasil. O Atlético-MG chega com 28 pontos, seis jogos de invencibilidade e o objetivo claro de se firmar no meio da tabela e mirar o pelotão de cima.
Empurrado pela torcida, o Remo não espera para atacar. Aos 3 minutos, Jajá recebe pela ponta, invade a área e finaliza com categoria para abrir o placar. O gol cedo acende o Mangueirão e parece encaminhar a noite perfeita para os azulinos.
O Atlético sente o golpe, mas não demora a se reorganizar. O time de Eduardo Domínguez adianta as linhas, passa a rondar a área remista e testa a defesa desfalcada de Léo Condé, que sofre com suspensões e lesões desde a Copa do Brasil.
Aos 34 minutos, a pressão vira empate. Em jogada rápida pela direita, Preciado chega à linha de fundo e cruza na medida. Reinier aparece bem posicionado e cabeceia firme, sem chance para o goleiro, deixando tudo igual. A partir daí, o Galo assume de vez o controle do jogo.
Quatro minutos depois, a virada sai com a mesma receita: velocidade e objetividade no ataque. Maycon encontra Alan Minda em profundidade, o equatoriano invade a área e rola para Bernard, que aparece livre e só completa para as redes aos 38 minutos. O Atlético valida em campo a análise publicada pelo LANCE!, de que “o Atlético encontrou o caminho do gol quando passou a acelerar mais as jogadas e conseguiu ser mais objetivo no terço final”.
Remo busca forças no elenco curto e acha o empate no segundo tempo
Léo Condé precisa administrar um elenco curto e desgastado. O treinador já entra em campo sem Zé Ivaldo e Marllon, suspensos, além de Tchamba, lesionado. Ainda lida com a ausência de última hora de Marcelinho. “De última hora, de forma surpreendente, o lateral-direito Marcelinho ficou de fora da lista dos relacionados, sem motivação confirmada pela assessoria do clube”, registra o ge.
As perdas explicam parte da instabilidade defensiva azulina no primeiro tempo. Ao mesmo tempo, evidenciam o poder de reação da equipe na etapa final. O Remo volta do intervalo mais agressivo, adianta a marcação e pressiona a saída de bola atleticana, tentando repetir o bom desempenho em casa, onde já bate São Paulo e Vitória recentemente.
O Atlético, ainda sem Renan Lodi, suspenso, e Scarpa, lesionado, não consegue manter o mesmo ritmo do fim do primeiro tempo. O meio-campo sente a ausência de peças importantes, e o time recua alguns metros, convidando o adversário a atacar. A invencibilidade em seis jogos segue intacta, mas a atuação exibe sinais de desgaste físico e mental após maratona de decisões.
Aos 74 minutos, a insistência remista é premiada. Depois de sequência de ataques, cruzamento pela esquerda encontra Gabriel Taliari na área. O atacante se antecipa à zaga e finaliza para empatar a partida em 2 a 2, fazendo o Mangueirão explodir mais uma vez. O gol consolida a imagem de um Remo combativo, que não se rende mesmo em desvantagem diante de um elenco tecnicamente superior.
Resultado reanima o Remo e mantém o Galo estável no meio da tabela
Os minutos finais são de trocação franca. O Atlético tenta retomar a frente no placar, apostando em Bernard, Reinier e Alan Minda. O Remo se mantém ofensivo, empurrado pela arquibancada, em busca de uma virada que poderia tirá-lo do Z-4 ainda hoje, a depender dos resultados paralelos.
Nem um lado nem o outro conseguem o golpe final. Ramon Abatti Abel, árbitro catarinense com experiência em competições internacionais, conduz o jogo sem grandes interrupções e não se torna protagonista em um duelo cercado por tensão. A atuação dele entra no radar de analistas, mas sem lances decisivos o suficiente para mudar o rumo da partida.
Para o Remo, o empate vale mais do que um simples ponto. O time ganhou moral depois da queda na Copa do Brasil, quando, nas palavras do ge, “o foco do time é reencontrar o caminho das vitórias, o que lhe permitirá dormir fora do Z-4 após o jogo”. A equipe não vence, mas mostra poder de reação, intensidade e capacidade de competir contra um adversário mais estruturado.
O Atlético-MG deixa Belém com sensação dividida. Continua com 28 pontos, preserva a série de seis jogos sem derrota no Brasileirão e se mantém na parte intermediária da tabela. Ao mesmo tempo, perde a oportunidade de encurtar a distância para o bloco de cima, depois de uma semana em que, como lembrou o ge, “na última terça-feira, o Galo eliminou o Juventude e avançou às quartas de final da Copa do Brasil com direito a gol no último segundo de jogo”.
A oscilação evidencia a necessidade de ajustes, especialmente na capacidade de segurar vantagens fora de casa. A equipe sente os desfalques e oscila na concentração quando está à frente no placar, problema que Domínguez precisa atacar para transformar boas atuações em vitórias consistentes.
Pressão, tabela apertada e próximos capítulos da luta contra o rebaixamento
O empate em Belém deixa o Campeonato ainda mais embolado. O Remo segue em situação delicada, rondando a zona de rebaixamento, mas ganha um fôlego importante e pode dormir fora do Z-4 caso a combinação de resultados da rodada ajude. No mínimo, mostra que a equipe não se entrega em casa, mesmo contra adversários com mais investimento.
Internamente, o clube precisa responder rápido. A direção busca reforços, tenta sanar a falta de profundidade do elenco e lida com suspensões em sequência. A análise recente de dirigentes azulinos sobre a dificuldade de contratar se confirma em campo: cada baixa impacta diretamente o desempenho coletivo.
No Atlético-MG, o foco se divide entre manter a evolução como visitante no Brasileirão e seguir vivo na Copa do Brasil. A maratona exige rodízio, e a comissão técnica precisa equilibrar competitividade e gestão física para evitar novos problemas musculares em peças-chave como Scarpa e Léo Duarte.
As próximas rodadas tendem a ampliar a pressão sobre os dois lados. O Remo entra em modo de urgência para escapar da queda e transformar empates em vitórias, especialmente em Belém. O Atlético mira o grupo da parte de cima, sabendo que tropeços como o de hoje podem custar caro na reta final. O 2 a 2 no Mangueirão não decide nada, mas redesenha o humor e a confiança dos dois elencos para a sequência do Brasileirão.
Como está a classificação do Clube do Remo no Brasileirão?
O Remo permanece na parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro Série A e segue diretamente envolvido na luta contra o rebaixamento, rondando a zona do Z-4. O ponto conquistado no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG pode fazer o clube dormir fora da zona, dependendo de outros resultados.
Onde assistir ao vivo o jogo Remo x Atlético-MG?
O jogo entre Remo e Atlético-MG, válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, tem transmissão ao vivo pelo canal pay-per-view Premiere, para todo o Brasil. O portal ge também faz o acompanhamento em tempo real, com lances minuto a minuto, estatísticas, vídeos e análise do duelo no Mangueirão.
Qual o horário do jogo entre Remo e Atlético-MG?
O confronto entre Remo e Atlético-MG, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, começa às 18h30 deste sábado, 8 de agosto, no Estádio do Mangueirão, em Belém. Os portões são abertos com antecedência para o acesso do público, e a transmissão ao vivo acompanha a bola rolando desde o apito inicial.