“Enquanto pai, estou longe de ser perfeito”: Romulo Estrela revela desafios com esposa e filhos aos 38 anos

Romulo Estrela compartilha experiências pessoais e profissionais, abordando paternidade, carreira e relações atuais.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Romulo Estrela abre a porta de casa e da própria história nesta semana, em entrevista exclusiva ao UOL. O ator fala sobre paternidade, carreira em novelas e dublagens, a vida com a esposa e os filhos e revisita, com cuidado, o passado ao lado da atriz Paolla Oliveira.

Paternidade em foco e um ator em aprendizado constante

Aos 38 anos, Romulo Estrela costuma ser visto pelo público como o galã das novelas, o protagonista seguro de si. Na conversa, derruba esse rótulo ao falar do papel em que se sente mais vulnerável: o de pai.

Ele resume o processo em uma frase que funciona como fio condutor da entrevista. Ao longo da conversa, reconhece erros, inseguranças e a necessidade de estar presente, mesmo em meio a gravações, compromissos e longos dias de trabalho.

“Enquanto pai, estou longe de ser perfeito e acertar sempre, mas aprendo.” – Afirma Romulo

Romulo evita transformar a família em peça de exposição. Menciona a esposa e os filhos com carinho, mas sem detalhes além do necessário. Mostra gratidão pela rede de apoio em casa e destaca que as decisões profissionais passam, hoje, pelo impacto direto no tempo que consegue dedicar às crianças.

Vida pessoal, casamento e passado com Paolla Oliveira

Ao falar da esposa, Romulo Estrela adota tom de parceria. Conta que encontra na relação um ponto de equilíbrio para os altos e baixos da fama. A vida a dois, descreve, se constrói na rotina comum: levar filho na escola, dividir tarefas, discutir horários e tentar escapar, aqui e ali, para momentos a sós.

O ator sabe que sua vida afetiva desperta curiosidade. Por isso, encara de frente o assunto Paolla Oliveira, com quem se relaciona no passado. Ele esclarece que, hoje, os dois mantêm apenas uma convivência profissional e respeitosa, sem rusgas nem pendências pessoais. O recado mira as especulações que periodicamente ressurgem nas redes sociais.

Essa escolha por falar, mas impor limites, revela um cuidado com a própria imagem e com a de Paolla. O ator deixa claro que não pretende transformar antigos relacionamentos em combustível para fofoca, preferindo tratar o tema como parte da trajetória, não como centro da narrativa.

Novelas, personagens e a virada para a dublagem

A entrevista também percorre o caminho que o levou a se tornar um dos rostos mais frequentes da teledramaturgia brasileira. Romulo Estrela relembra a fase de testes sucessivos, papéis menores e a lenta construção de espaço até chegar aos protagonistas que o projetaram nacionalmente.

Ele destaca personagens marcantes que interpretou em novelas, papéis que pediam mudança física, carga emocional intensa e disciplina rígida de gravação. Cada trabalho, afirma, exigiu algo diferente: sotaque, composição corporal, ritmo de fala. Esse acúmulo de experiências alimenta hoje a segurança que o público enxerga na tela.

Paralelamente às novelas, Romulo se dedica à dublagem. O ofício, menos visível, ganha espaço na entrevista. Ele conta que precisou reaprender a usar a voz, entender microexpressões de animações e sincronizar emoção com os movimentos de personagens criados por outros artistas. A passagem para o microfone, sem o apoio do corpo em cena, virou desafio e laboratório.

O interesse por estúdios de som e pelo universo de animações também abre portas no mercado audiovisual, que valoriza cada vez mais atores capazes de transitar entre formatos. Romulo vê nessa versatilidade um diferencial: a chance de continuar presente para o público mesmo quando não está no ar em uma grande novela.

Imagem pública, autenticidade e impacto na indústria

Ao expor dúvidas, fragilidades e bastidores, Romulo Estrela reforça uma tendência recente do entretenimento: a busca por entrevistas que ultrapassam respostas burocráticas. O ator aparece menos como produto e mais como pessoa atravessada por dilemas comuns, a começar pela dificuldade de equilibrar carreira e família.

Essa sinceridade, ainda que controlada, interessa aos fãs, que passam a enxergar o ídolo em camadas. Interessa também aos veículos de comunicação, que ganham material para reportagens mais densas, e ao próprio mercado audiovisual, que fortalece a imagem de um artista multifacetado, capaz de sustentar protagonistas, emprestar voz a animações e dialogar com o público além dos roteiros.

A abertura sobre a relação atual com Paolla Oliveira ajuda a estancar parte dos boatos que cercam os dois, sem alimentar a curiosidade gratuita. A mensagem é calculada: passado resolvido, respeito mantido, foco no trabalho e na família de hoje.

As reações nas redes sociais tendem a ampliar esse retrato mais humano de Romulo. A entrevista deve inspirar outros artistas a falar de forma mais franca sobre afetos, filhos e dúvidas, o que pressiona também os programas de entrevistas a abandonar scripts engessados. Para o ator, o movimento pode render novos convites, tanto em papéis dramáticos mais complexos quanto em projetos de dublagem que explorem a maturidade da voz e da experiência.

O saldo, por ora, é de aproximação. Romulo Estrela se mostra disposto a seguir aprendendo em todos os papéis, dos estúdios às trocas silenciosas em casa. O público, ao reconhecê-lo nesse lugar mais real, ajuda a moldar uma indústria de entretenimento que premia não só o brilho em cena, mas também a coragem de se mostrar imperfeito.

 

Carregar Comentários