Eclipse lunar Brasil: veja data e hora do fenômeno em agosto

Confira o horário exato para observar o eclipse lunar parcial que tingirá a Lua de vermelho em agosto no Brasil.
Redação NC News
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O céu de agosto reserva dois espetáculos raros para astrônomos e curiosos. Um eclipse lunar parcial visível em todo o Brasil e um eclipse solar total para países do hemisfério norte marcam o mês.

Eclipse lunar de 28 de agosto: Lua de sangue ao alcance de todos

O destaque para o público brasileiro é o eclipse lunar parcial previsto para a madrugada do dia 28, visível de todos os estados. O fenômeno começa na noite do dia 27, por volta das 23h30, com auge previsto para 1h da madrugada de quarta-feira, horário de Brasília.

A Lua entra gradualmente na sombra mais escura da Terra, a chamada umbra. A previsão é que até 95% do disco lunar fique avermelhado, criando o visual popularmente conhecido como “Lua de sangue”. A duração completa do evento vai de cerca de 22h40 do dia 27 até 1h40 do dia 28.

Para a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, o fenômeno é um exemplo didático de alinhamento cósmico. “Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explica.

Henrique Amaral, astrônomo em Campo Grande, detalha a origem da cor intensa. Segundo ele, a atmosfera da Terra funciona como um filtro, que retém a luz azul e violeta e deixa passar tons vermelhos e alaranjados. “Na prática, é como se a Lua fosse iluminada simultaneamente por ‘todos os pores e nasceres do sol do planeta’”, afirma.

Fenômeno acessível: como observar o eclipse lunar no Brasil

O eclipse lunar poderá ser visto a olho nu em qualquer ponto do país, se o tempo ajudar. Não é necessário equipamento especial. Basta escolher um local aberto, com horizonte desimpedido e pouca interferência de luz artificial, como praças, praias, parques ou áreas rurais.

Em Campo Grande e outras capitais do Centro-Oeste, astrônomos recomendam iniciar a observação pouco depois do pôr do sol, buscando um ponto afastado da iluminação urbana. A partir das 23h30, a entrada na sombra mais escura se torna perceptível, e a coloração avermelhada se intensifica em direção à madrugada.

Josina Nascimento destaca que, embora o evento seja classificado como parcial, o impacto visual se aproxima de um eclipse total. “Esse eclipse agora do dia 27, ele é um eclipse parcial. A Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar como se fosse um eclipse total porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra”, diz.

O eclipse ajuda a popularizar conceitos básicos de astronomia. Há três tipos principais de eclipse lunar: penumbral, quando a Lua passa apenas pela sombra mais branda da Terra e mal se nota mudança; parcial, como o de agora, quando parte do disco entra na umbra; e total, quando o satélite é engolido por completo pela sombra escura.

Eclipse solar total no norte e contraste com o evento brasileiro

O outro grande evento de agosto é um eclipse solar total, previsto para o dia 12, visível principalmente em países do hemisfério norte como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia. Nessa configuração, a ordem dos astros se inverte.

“Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, explica Josina. Fora dessa faixa estreita, o eclipse será apenas parcial ou, em alguns pontos, anular, quando a Lua não cobre o Sol por inteiro e sobra um anel de luz.

Diferentemente do eclipse lunar, seguro de observar sem filtros, o eclipse solar exige proteção rígida. Óculos especiais certificados pela norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14 são recomendados por astrônomos e instituições científicas. Olhar diretamente para o Sol sem esses filtros pode causar danos permanentes à retina e até cegueira.

O eclipse solar não será visível do Brasil, mas mobiliza a comunidade científica e a mídia para reforçar orientações de segurança a quem viaja ao exterior ou tenta acompanhar o fenômeno por transmissão ao vivo. Planetários e observatórios nacionais aproveitam o calendário de agosto para promover palestras, oficinas e sessões públicas de observação voltadas ao eclipse lunar.

Impacto cultural, turístico e científico dos eclipses de agosto

A combinação dos dois eclipses em poucos dias cria um momento raro para a divulgação da astronomia. Escolas, clubes de astronomia, museus de ciência e universidades planejam atividades com estudantes e público geral, usando a “Lua de sangue” como gancho para falar de órbitas, sombras e atmosfera terrestre.

Cidades com tradição em turismo de natureza e céu limpo, como regiões do interior de Minas, Bahia e Centro-Oeste, esperam atrair observadores amadores e fotógrafos. Hotéis, pousadas e agências especializadas em turismo astronômico organizam sessões guiadas de observação, combinando trilhas noturnas, uso de telescópios e fotografia de longa exposição.

Cientistas também se preparam para aproveitar a janela de observação. Durante eclipses lunares, é possível estudar variações na atmosfera da Terra, a resposta térmica da superfície lunar e até calibrar instrumentos de observação. A cor e o brilho da Lua eclipsada servem como indicador indireto de partículas em suspensão e da transparência do ar.

O mês termina, assim, com um recado claro do céu: fenômenos astronômicos podem ser ao mesmo tempo espetáculos populares e oportunidades de ciência cidadã. Se as condições meteorológicas colaborarem, milhões de brasileiros podem olhar para a mesma Lua avermelhada, separados pela geografia, mas conectados pelo mesmo alinhamento cósmico.

A próxima sequência de eclipses com impacto semelhante ainda não entra no horizonte imediato da população. Por isso, astrônomos insistem que agosto oferece uma chance concreta de tirar a astronomia do livro didático e levá-la para a varanda, a calçada e o quintal. O sucesso de público nesta madrugada de eclipse pode definir o fôlego de novos projetos de observação e educação científica pelo país.

Quando e a que horas será o eclipse lunar visível no Brasil em agosto?

O eclipse lunar parcial visível em todo o Brasil acontece na noite de 27 para 28 de agosto, com início observável por volta de 22h40, entrada mais intensa na sombra às 23h30, auge por volta de 1h da madrugada e término aproximado às 1h40, sempre no horário de Brasília.

Como e onde será possível observar o eclipse lunar em Campo Grande?

O eclipse lunar em Campo Grande poderá ser visto a olho nu de qualquer ponto da cidade entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto, com melhor experiência em locais afastados da iluminação urbana, como áreas abertas, mirantes, chácaras ou periferia, voltados para o leste e com horizonte desimpedido.

Qual a diferença entre o eclipse lunar e o eclipse solar que ocorrerão em agosto?

O eclipse lunar de 28 de agosto ocorre na Lua cheia, quando Sol, Terra e Lua se alinham e o satélite entra na sombra terrestre, podendo ser visto de toda a metade noturna da Terra; o eclipse solar de 12 de agosto acontece na Lua nova, com a Lua na frente do Sol, visível apenas numa faixa estreita de cerca de 300 quilômetros.

O que significa a Lua ficar 95% vermelha durante o eclipse lunar?

A previsão de até 95% do disco lunar avermelhado indica que quase toda a superfície visível da Lua entrará na sombra mais escura da Terra, a umbra, ganhando um tom vermelho-alaranjado porque a atmosfera terrestre filtra a luz azul e deixa passar principalmente a luz vermelha do Sol.

Quais cuidados ou equipamentos são recomendados para observar o eclipse lunar em agosto?

O eclipse lunar parcial de agosto pode ser observado com segurança a olho nu, sem necessidade de óculos especiais, filtros ou telescópios, bastando escolher um local aberto, com pouca luz artificial e horizonte livre; binóculos e telescópios apenas melhoram detalhes, mas não são obrigatórios nem trazem risco à visão.

O que esperar do eclipse lunar parcial que acontecerá em agosto no Brasil?

O eclipse lunar parcial de agosto deve oferecer um espetáculo marcante, com até 95% da Lua tingida de vermelho durante cerca de três horas, visível em todo o Brasil, permitindo observar a passagem gradual do satélite pela sombra da Terra e servindo como oportunidade para fotografia, atividades educativas e eventos de divulgação científica.


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