Greve geral na Argentina cancela mais de 20 voos no Aeroporto de Guarulhos

A mobilização é liderada por sindicatos argentinos em protesto contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei
Redação NC News
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A greve geral convocada na Argentina nesta quinta-feira (19) provocou o cancelamento de mais de 20 voos que faziam a ligação entre o país vizinho e o Brasil. A paralisação impactou diretamente a operação no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

A mobilização é liderada por sindicatos argentinos em protesto contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei.

Painel registra ao menos 21 cancelamentos

De acordo com o sistema de voos do aeroporto, pelo menos 21 partidas e chegadas envolvendo Buenos Aires e Mendoza foram suspensas até o início da manhã.

Entre as companhias afetadas estão:

  • Aerolíneas Argentinas
  • Latam
  • Delta
  • Qatar Airways
  • Ita Airways
  • Air France
  • Gol
  • KLM
  • Ethiopian Airlines

Passageiros com viagens programadas devem procurar as companhias para reacomodação ou remarcação.

Paralisação é a quarta desde o início do governo Milei

A greve foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina. Esta é a quarta paralisação nacional desde a posse de Javier Milei, em 2023.

O movimento pressiona o Congresso argentino às vésperas da votação da reforma trabalhista, considerada prioritária pelo governo.

Transporte público também é afetado

Além do setor aéreo, sistemas de ônibus, metrô e trens em diversas cidades argentinas aderiram ao movimento. O impacto mais forte é esperado em Buenos Aires, onde a mobilização sindical costuma ter maior alcance.

Segundo a CGT, novas paralisações podem ocorrer caso o projeto avance no Legislativo.

Sindicatos criticam reforma trabalhista

Em nota, as entidades sindicais afirmaram que a proposta do governo pode ampliar a precarização das relações de trabalho e reduzir direitos garantidos pela legislação argentina.

A estratégia do movimento prevê escalonar os protestos — começando com uma greve de 24 horas — com possibilidade de ampliar a duração das paralisações.

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