Kelly Slater young vence Medina e domina WSL no Taiti aos 54 anos

Veterano de 54 anos, Slater surpreende e avança na competição após vitória contra Medina no Taiti.
Redação NC News
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Kelly Slater cala a praia de Teahupo’o e elimina Gabriel Medina logo na estreia da etapa da WSL no Taiti. O 11 vezes campeão mundial vence por 19,06 a 16,10, tira as maiores notas da competição até agora e avança às oitavas, enquanto o atual líder do ranking deixa o evento prematuramente.

Slater renova o próprio mito em Teahupo’o

A bateria começa sob clima de decisão. Medina entra na água como favorito, líder do ranking e principal nome da nova geração. Slater, convidado pela WSL para a etapa, carrega o peso do status de lenda e a dúvida recorrente: até onde ainda consegue competir em alto nível.

O brasileiro larga melhor. Logo na primeira onda, arranca um 6,5 e assume a liderança. Em seguida, soma 4,83, chega a 11,33 pontos e empurra a pressão para o veterano, que ainda patina com notas baixas. Por alguns minutos, o roteiro esperado se desenha: Medina confortável, Slater à caça.

A reação vem em uma única sequência. Slater acha um tubo profundo, cravado pelos juízes em 7,0. Encosta nos 8 pontos totais, volta ao jogo e avisa que a bateria não será protocolar. Pouco depois, porém, cai pesado, quebra a prancha e precisa nadar até o outside para buscar outra. O relógio corre contra ele.

O contratempo parece acender o velho campeão. Com a prancha nova, Slater encaixa a melhor onda da etapa até aqui: um tubo longo, crítico, avaliado em 9,73. Sobe para 16,73 pontos e vira a bateria com autoridade. “Com cerca de 18 minutos restantes, Gabriel Medina passou a precisar somar duas novas notas”, descreve o chefe de reportagem Matheus Dantas, que acompanha o evento.

Virada, resposta de Medina e impacto no ranking

Medina não desiste. Na sequência, o brasileiro reage com um 7,67 e volta para o confronto. A conta, porém, fica dura: ele passa a precisar de 9,07 para retomar a liderança. O tempo diminui, o mar exige leitura perfeita, e Slater segue seletivo na escolha de ondas.

A cinco minutos do fim, o norte-americano resolve de vez. Encaixa outro tubo pesado, marca 9,33 e leva sua somatória a 19,06 pontos. “Kelly Slater fez de novo: um 9,33 para obrigar Gabriel Medina a tirar duas novas notas, somando 19,06”, registra Dantas. O desafio brasileiro vira quase missão impossível.

Medina ainda consegue um 8,43, excelente em qualquer bateria. Somado ao 7,67, chega a 16,10, mas não suficiente para encostar. Quando a sirene toca, Slater não só elimina o líder do ranking, como estabelece o novo padrão de nota em Teahupo’o: 9,7 e 9,33, as duas maiores médias do torneio até o momento.

Em todo o evento, apenas João Chianca, com um 9,5 em outra bateria, supera a segunda nota de Slater. Chianca também vive grande dia. Ele faz a melhor apresentação da etapa até agora, soma 17,83 pontos e elimina Cibilic, mantendo a bandeira brasileira forte mesmo com a queda de Medina.

A vitória deste domingo marca o 11º confronto direto entre Medina e Slater no circuito mundial. “Este foi o 11º confronto entre Medina e Slater, sendo apenas a terceira vitória do surfista dos Estados Unidos em cima do brasileiro”, lembra Dantas. O histórico segue amplamente favorável a Medina, mas o triunfo no Taiti reforça a aura do veterano em ondas pesadas.

Brasileiros oscilam, Ítalo assume a ponta do mundo

O resultado mexe de forma imediata no ranking. A eliminação de Medina abre caminho para Ítalo Ferreira, que começa o dia com vitória sobre Luke Thompson. Com a queda de Fioravanti, o potiguar assume a liderança mundial e passa a ser o homem a ser batido na temporada.

O Brasil vive um dia de contrastes. Depois das derrotas recentes de Samuel Pupo, Yago Dora e Filipe Toledo, a segunda-feira em Teahupo’o traz reação. Além de Ítalo e Chianca, Alejo Muniz supera Kanoa Igarashi e se garante nas oitavas, mantendo três brasileiros fortes na chave principal.

O segundo round se encerra com a única bateria 100% brasileira, entre Miguel Pupo e Matheus Herdy. O vencedor entra na lista de classificados e ajuda a definir a configuração das oitavas, que já têm Slater à espera do ganhador do duelo australiano entre Jack Robinson e Callum Robson.

No cenário esportivo e comercial, o impacto é imediato. O avanço de um convidado especial, com 11 títulos mundiais e alcance global de imagem, interessa à WSL, patrocinadores e transmissões. A narrativa de um ícone ainda capaz de derrubar o líder do ranking movimenta audiência e redes sociais.

O que o triunfo de Slater muda no circuito

Para Gabriel Medina, a queda precoce funciona como alerta. O brasileiro e sua equipe técnica agora precisam recalibrar estratégia para as próximas etapas, já que cada bateria perdida afina a margem de erro na disputa pelo título da temporada.

Para Slater, o Taiti reabre uma porta que muitos consideravam quase fechada. A performance em Teahupo’o mostra que, em ondas pesadas e tubulares, ele segue capaz de competir com o topo da nova geração. A vitória também fortalece a tese de que convites a veteranos, se bem escolhidos, podem elevar o nível técnico e o interesse do circuito.

No longo prazo, esta etapa tem potencial para virar marco de transição. Se a nova liderança de Ítalo Ferreira se consolidar e Medina reagir, o Brasil pode viver mais uma disputa interna intensa pelo topo mundial. Ao mesmo tempo, a presença competitiva de Slater estende o confronto de gerações e pressiona a WSL a seguir apostando em histórias que cruzam legado e futuro.

As oitavas de final no Taiti chegam agora carregadas de narrativa. O ranking muda de mãos, o veterano derruba o líder e os brasileiros que restam carregam a missão de recolocar o país no centro da etapa. A próxima chamada em Teahupo’o deve indicar se o dia histórico de hoje é ponto fora da curva ou início de uma virada maior na temporada.

O que aconteceu com Kelly Slater na etapa do Taiti?

Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial de surf, recebe convite da WSL para competir no Taiti, faz as maiores notas da etapa até agora, vence Gabriel Medina por 19,06 a 16,10 na estreia e avança às oitavas de final, onde aguarda o vencedor entre Jack Robinson e Callum Robson.

Como Kelly Slater eliminou Medina na estreia em Taiti?

Kelly Slater elimina Gabriel Medina na estreia em Teahupo’o ao construir 19,06 pontos com notas 9,7 e 9,33, virando uma bateria em que o brasileiro liderava com 11,33. Mesmo após quebrar a prancha, o norte-americano encaixa a melhor onda do evento, um 9,73, e impede a reação final de Medina.

Quantas vezes Kelly Slater foi campeão mundial de surf?

Kelly Slater conquista 11 títulos de campeão mundial de surf ao longo da carreira, marca que o transforma no maior nome da história do circuito da WSL e referência absoluta do esporte. Esse peso competitivo e simbólico ajuda a explicar a repercussão de cada aparição sua em etapas como a do Taiti.

Qual a idade de Kelly Slater durante a etapa no Taiti?

Kelly Slater compete na etapa do Taiti como um veterano de longa trajetória, já além da idade típica de pico dos surfistas profissionais, mas ainda sem ter sua idade exata informada pela organização nesta cobertura; mesmo assim, mantém nível técnico para bater o líder do ranking Gabriel Medina.

Kelly Slater já se aposentou do surf profissional?

Kelly Slater não está aposentado do surf profissional neste momento, já que disputa a etapa do Taiti da WSL como convidado, vence Gabriel Medina na estreia e avança às oitavas de final, mostrando que ainda se mantém competitivo e com presença relevante no circuito mundial de alto rendimento.

Qual a relação entre Kelly Slater e Gisele Bündchen?

Kelly Slater e Gisele Bündchen se relacionam no passado em um namoro amplamente noticiado, que ajuda a projetar o surfista para além do esporte e o conecta ao universo da moda e das celebridades, mas hoje essa relação pertence apenas ao histórico pessoal de ambos, sem impacto direto na etapa do Taiti.


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