Pirarucu é contemplado por programa de pagamento por serviços ambientais da Conab

Organizações comunitárias habilitadas no Amazonas têm até 30 de setembro para apresentar documentação e solicitar o benefício relacionado ao manejo sustentável da espécie
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Organizações comunitárias que participam do manejo sustentável do pirarucu no Amazonas têm até 30 de setembro de 2026 para apresentar à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a documentação necessária para solicitar os pagamentos previstos pelo Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais da Sociobiodiversidade (PSA Pirarucu).

O recebimento dos documentos começou em 4 de agosto, conforme informou a Conab, e está relacionado à Chamada Pública nº 01/2026.

A iniciativa busca remunerar organizações que desenvolvem ações de conservação dos estoques naturais de pirarucu e dos ecossistemas aquáticos onde a espécie ocorre.

Entre as atividades consideradas pelo programa estão o planejamento participativo do manejo, o zoneamento de lagos e ambientes aquáticos, a contagem e o monitoramento dos estoques de pirarucu, a vigilância comunitária e territorial e a realização de pesca controlada com comercialização formal.

Como funciona o pagamento

O PSA Pirarucu reconhece economicamente os serviços ambientais prestados por comunidades que participam da conservação da espécie e dos ambientes naturais.

Segundo a Conab, as organizações habilitadas na chamada pública devem apresentar notas fiscais e demais documentos exigidos para solicitar o pagamento.

O procedimento é realizado pelo sistema SociobioNet, desenvolvido pela própria Companhia.

A Conab informa que o sistema precisa ser instalado em um computador e permite o preenchimento dos dados e a inclusão das notas fiscais mesmo sem conexão com a internet. A conexão é necessária no momento da transmissão das informações para a Companhia.

As organizações também precisam estar cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

Conservação aliada à geração de renda

O programa foi estruturado por Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Conab, Ibama e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com participação de organizações comunitárias e instituições envolvidas com a cadeia do pirarucu.

A proposta está inserida na agenda de desenvolvimento da bioeconomia e busca fortalecer modelos que associam conservação da biodiversidade à geração de renda para comunidades amazônicas.

O manejo comunitário do pirarucu é baseado no acompanhamento dos estoques naturais e em regras de pesca estabelecidas para garantir a renovação da população da espécie.

Nesse modelo, a conservação deixa de ser apenas uma obrigação ambiental e passa a ser também reconhecida como uma atividade que gera valor econômico para as comunidades envolvidas.

Prazo termina em setembro

As organizações habilitadas na Chamada Pública nº 01/2026 devem enviar a documentação pelo SociobioNet até 30 de setembro.

A Conab orienta que os participantes observem todos os documentos e procedimentos previstos no edital para evitar problemas no processo de solicitação.

É importante destacar que o PSA Pirarucu não deve ser confundido com o PGPAF. São instrumentos diferentes: o PGPAF oferece bônus de desconto em determinadas operações do Pronaf quando os preços de produtos da agricultura familiar ficam abaixo dos valores de referência; já o PSA Pirarucu remunera serviços ambientais relacionados à conservação e ao manejo sustentável da espécie.

Fontes: Conab, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ibama e PNUD. Conab – PSA Pirarucu⁠

 

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