Pai que matou filhas pequenas em SP é indiciado por duplo vicariocídio

Homem é investigado pelas mortes das meninas de 3 e 5 anos em caso que também envolve histórico de ameaças contra a mãe
Redação NC News
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O homem acusado de matar as próprias filhas, de 3 e 5 anos, em São Paulo, foi indiciado pela Polícia Civil por duplo vicariocídio, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (12).

O crime chocou familiares e moradores da região e passou a ser investigado também sob a perspectiva da violência praticada contra a mãe das crianças.

O que é vicariocídio

O termo vicariocídio é utilizado para descrever situações em que um agressor mata os filhos ou pessoas próximas da vítima com o objetivo de atingir emocionalmente o outro responsável, geralmente em um contexto de violência doméstica e conflitos após uma separação.

Neste caso, a investigação considera que as crianças podem ter sido utilizadas como instrumento para atingir a mãe.

Crianças tinham 3 e 5 anos

As duas meninas foram encontradas mortas após o pai ficar com elas.

A investigação busca esclarecer toda a dinâmica do crime, incluindo o que aconteceu antes das mortes e as circunstâncias que levaram o pai a cometer o duplo homicídio.

O indiciamento representa a conclusão da etapa policial da investigação, mas não significa condenação.

Mãe havia relatado ameaças

O caso ganhou ainda mais repercussão depois que a mãe das meninas relatou ter sido vítima de ameaças e perseguição após a separação.

Segundo o relato apresentado anteriormente, ela teria enfrentado comportamentos intimidatórios que aumentaram sua preocupação com a segurança das filhas.

A polícia agora analisa se esse histórico possui relação direta com o crime.

As meninas Ísis Helena e Lais Heloisa foram mortas pelo pai em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes sociais
As meninas Ísis Helena e Lais Heloisa foram mortas pelo pai em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Investigação segue para a Justiça

Com o indiciamento, o caso deverá avançar para as próximas etapas da Justiça.

O Ministério Público terá acesso aos elementos reunidos pela Polícia Civil e poderá avaliar a apresentação de denúncia contra o investigado.

A investigação deverá considerar depoimentos, laudos periciais, mensagens e outros elementos para determinar a dinâmica do crime e a possível motivação.

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