Base da PM é atacada a tiros no Guarujá após operação contra barricadas de criminosos

Posto da Polícia Militar Ambiental foi alvo de disparos de armas de grosso calibre; ataque teria sido uma retaliação à ação realizada horas antes em comunidade apontada como área de influência do PCC
Redação NC News
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Uma base da Polícia Militar Ambiental foi atacada a tiros durante a madrugada desta sexta-feira (14), no Guarujá, no litoral de São Paulo. O posto foi atingido por disparos de armas de grosso calibre em uma ação que, segundo a própria Polícia Militar, teria sido uma retaliação de criminosos após uma operação realizada horas antes para investigar barricadas instaladas em uma comunidade.

Um policial que estava dentro da base reagiu aos disparos e conseguiu afastar os criminosos. Apesar da intensidade do ataque, ninguém ficou ferido entre os agentes.

O episódio aconteceu poucas horas depois de uma operação na comunidade Santa Rosa, onde policiais foram verificar denúncias de bloqueios instalados em vias públicas por integrantes do crime organizado.

O que aconteceu antes do ataque à base?

Segundo a Polícia Militar, a ação começou na quinta-feira (13), quando equipes do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior foram até a comunidade Santa Rosa para averiguar denúncias de barricadas.

A região é considerada pela corporação como área de influência do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Durante a operação, os policiais teriam sido recebidos a tiros por criminosos armados.

O confronto se estendeu até uma área de mangue, para onde os suspeitos fugiram.

A PM afirma que houve uma nova troca de tiros no local.

Criminoso foi encontrado ferido no mangue

Depois que os disparos cessaram, os policiais fizeram uma varredura na região.

Um homem foi localizado ferido próximo às margens de um curso d’água.

Devido à dificuldade de acesso, foi necessário utilizar uma embarcação para retirar o homem do local e levá-lo para atendimento médico.

Segundo a Polícia Militar, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Um radiocomunicador que, de acordo com a corporação, era utilizado pelo grupo foi apreendido durante a ocorrência.

Ataque à base teria sido uma retaliação

Horas depois do confronto, criminosos atacaram a base da Polícia Militar Ambiental.

Imagens divulgadas mostram homens chegando ao local e efetuando diversos disparos contra o posto.

O policial que estava na base reagiu e conseguiu afastar os atiradores.

A PM trata o episódio como uma retaliação à operação realizada na comunidade Santa Rosa.

A corporação informou que reforçou o patrulhamento na região e iniciou buscas para localizar os responsáveis pelo ataque.

Por que havia barricadas na comunidade?

As barricadas são utilizadas por grupos criminosos como forma de dificultar o acesso das forças de segurança a determinadas áreas.

Em comunidades dominadas pelo crime organizado, estruturas desse tipo podem funcionar como obstáculos físicos para viaturas e também como mecanismo de controle da circulação.

No caso do Guarujá, a denúncia sobre as barreiras levou a Polícia Militar até a comunidade Santa Rosa.

A partir daí, segundo a versão oficial, houve confronto armado, morte de um suspeito e, posteriormente, o ataque contra a base policial.

Região é considerada área de influência do PCC

A Polícia Militar afirma que a comunidade Santa Rosa está em uma área de influência do PCC.

Essa informação ajuda a explicar o nível de tensão registrado durante a operação, mas não significa que todos os moradores da região tenham qualquer relação com a facção.

A investigação deverá identificar quem participou dos confrontos, quem instalou as barricadas e quem esteve envolvido no ataque à base policial.

Polícia reforça operações no Guarujá

Depois do ataque, a Polícia Militar informou que retornou imediatamente à região.

O objetivo declarado pela corporação é localizar os envolvidos e restabelecer o controle da área.

A PM também afirmou que as equipes permanecem mobilizadas para impedir novas ações criminosas.

O caso foi registrado na Delegacia do Guarujá e também passou a ser acompanhado por um Inquérito Policial Militar (IPM).

Ninguém ficou ferido no ataque à base

Apesar dos disparos de grosso calibre contra o posto policial, o agente que estava no local não foi atingido.

A ausência de policiais feridos é um dos pontos que chama atenção no episódio, considerando a quantidade e a intensidade dos tiros registrados nas imagens.

Agora, os investigadores deverão tentar identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer se outras pessoas participaram da ação.

O que acontece agora?

A Polícia Civil investiga os episódios registrados no Guarujá, enquanto a Polícia Militar acompanha o caso por meio do inquérito próprio.

As autoridades devem analisar imagens, ouvir policiais e testemunhas e buscar informações que ajudem a identificar os criminosos.

Também será necessário esclarecer as circunstâncias da morte do homem encontrado ferido após o confronto na área de mangue.

O ataque contra a base aumenta a pressão sobre as forças de segurança para localizar os responsáveis e impedir novas ações contra policiais.

Entenda o contexto

A sequência de acontecimentos começou com uma denúncia sobre barricadas instaladas na comunidade Santa Rosa, no Guarujá.

Policiais foram ao local para averiguar a situação e, segundo a PM, acabaram entrando em confronto com criminosos armados.

Durante a fuga, um homem foi encontrado ferido em uma área de mangue e morreu depois de ser socorrido.

Na madrugada seguinte, uma base da Polícia Militar Ambiental foi atacada com disparos de armas de grosso calibre.

Para a corporação, o ataque foi uma retaliação à operação realizada horas antes.

A PM reforçou o patrulhamento e busca os responsáveis. Os casos são investigados pela Polícia Civil e também são acompanhados por um Inquérito Policial Militar.

Até o momento, as informações sobre a autoria do ataque e sobre a dinâmica completa dos confrontos ainda estão sob investigação.

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