Homem é levado à delegacia após ameaça contra Flávio Bolsonaro e Justiça impõe restrição

Tatuador de 41 anos é suspeito de publicar mensagem com referência a faca antes de agenda do candidato em Juiz de Fora. Justiça determinou distância mínima de 500 metros, e caso corre sob sigilo.
Redação NC News
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Um tatuador de 41 anos foi conduzido à delegacia neste sábado (15), em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, após ser identificado como suspeito de fazer uma ameaça contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O episódio ganhou atenção especial das autoridades porque a cidade receberá uma agenda de campanha do parlamentar na próxima segunda-feira (17).

O caso também chama atenção por um elemento histórico: foi em Juiz de Fora que Jair Bolsonaro, pai de Flávio, sofreu o ataque a faca durante a campanha presidencial de 2018.

O que teria sido publicado nas redes sociais

A ameaça teria aparecido na quinta-feira (13), em uma publicação no Facebook relacionada à visita de Flávio Bolsonaro a Juiz de Fora.

Segundo as informações disponíveis sobre a investigação, Lauro Cesar Costa Junior escreveu “dessa vez deixa comigo”, acompanhado de emojis de faca.

A publicação foi identificada pela Polícia Legislativa do Senado durante o monitoramento de riscos envolvendo parlamentares que participam das eleições de 2026.

Após a identificação do comentário, o caso foi comunicado à equipe de Flávio Bolsonaro, que formalizou uma representação criminal.

Polícia Legislativa acionou autoridades em Minas

As evidências digitais foram preservadas e o episódio chegou às autoridades mineiras.

O Ministério Público de Minas Gerais e a Justiça foram acionados, e uma decisão judicial autorizou medidas de busca e apreensão contra o suspeito.

Os mandados foram cumpridos neste sábado. O tatuador também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Até a divulgação das informações sobre o caso, não havia confirmação pública de que ele permaneceria preso após os procedimentos policiais.

O processo tramita sob sigilo.

Justiça proíbe aproximação de Flávio Bolsonaro

Além das medidas de investigação, a Justiça estabeleceu uma restrição de aproximação.

O suspeito deverá permanecer a pelo menos 500 metros de distância de Flávio Bolsonaro.

Um detalhe aumenta a preocupação das autoridades: o homem mora a aproximadamente 400 metros do local previsto para o evento de campanha do candidato em Juiz de Fora.

A medida busca impedir que o investigado se aproxime do parlamentar durante a passagem pela cidade.

Suspeito possui registros policiais anteriores

Segundo informações atribuídas às autoridades policiais, Lauro Cesar Costa Junior trabalha como tatuador e possui registros anteriores relacionados a ocorrências como agressão, lesão corporal, ameaça, vias de fato e atrito verbal.

Esses antecedentes não significam condenação no caso atual. A investigação sobre a suposta ameaça contra Flávio Bolsonaro segue seu próprio procedimento e deverá esclarecer as circunstâncias e a intenção por trás da publicação.

Juiz de Fora volta ao centro das atenções

A localização do episódio torna a situação ainda mais sensível para a segurança da campanha.

Em 6 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro foi atingido por uma faca durante um ato eleitoral no centro de Juiz de Fora. Na época, ele era candidato à Presidência.

O ataque provocou uma mudança profunda na campanha daquele ano e exigiu sucessivas internações e procedimentos médicos.

Agora, oito anos depois, uma ameaça envolvendo o filho do ex-presidente surge justamente antes de uma nova agenda eleitoral na mesma cidade.

Não há, porém, qualquer informação indicando ligação entre o episódio de 2018 e o caso investigado atualmente.

Entenda o contexto

Flávio Bolsonaro participa da disputa presidencial de 2026 e, como outros parlamentares candidatos, tem sua segurança acompanhada pela Polícia Legislativa.

O monitoramento de redes sociais é uma das ferramentas utilizadas para identificar possíveis riscos e ameaças antes de agendas públicas.

No caso de Juiz de Fora, a publicação identificada pelas autoridades levou à preservação das provas digitais, representação criminal, acionamento do Ministério Público e posterior autorização judicial para medidas contra o suspeito.

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