Manaus registrou nesta semana o dia mais quente do ano, com temperatura de 36,3°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O calor ocorre durante o verão amazônico, período tradicionalmente mais seco na região, mas que tem sido marcado por condições ainda mais severas.
O verão amazônico acontece entre junho e novembro e corresponde à época de menor volume de chuvas. Neste ano, porém, a influência do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, contribui para a redução das precipitações.
Manaus está há mais de um mês sem chuva significativa
Na capital do Amazonas, não há registro de chuva considerada significativa há mais de um mês.
A combinação de tempo seco, temperaturas elevadas e baixa umidade do ar aumenta os impactos sobre a população e também favorece a ocorrência de incêndios.
O cenário preocupa especialmente durante o período de estiagem, quando a vegetação fica mais seca e o fogo encontra condições mais favoráveis para se espalhar.
Mais de 200 focos de incêndio foram registrados
O número de focos de incêndio também apresentou aumento em Manaus.
Mais de 200 focos foram registrados apenas nos dois primeiros fins de semana de agosto, segundo os dados divulgados sobre o período.
Com a continuidade do tempo seco e das temperaturas elevadas, o risco de novos focos permanece alto.
Entenda o contexto
O verão amazônico é naturalmente caracterizado pela redução das chuvas entre junho e novembro. Em Manaus, porém, a combinação de estiagem prolongada e temperaturas elevadas vem intensificando os efeitos típicos desse período.
O registro de 36,3°C, maior temperatura do ano na capital até agora, ocorre em um cenário de pouca chuva e baixa umidade.
Além do desconforto causado pelo calor, a falta de precipitação deixa a vegetação mais seca e aumenta a possibilidade de incêndios, tornando o período de estiagem um dos momentos mais críticos para o controle das queimadas na região.