México fecha escolas e reforça segurança após morte de ‘El Mencho’

A decisão de fechar escolas foi tomada como medida preventiva diante de bloqueios, incêndios e confrontos registrados em diferentes regiões do país
Redação NC News
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O México amanheceu sob forte tensão nesta segunda-feira (23). Pelo menos oito estados suspenderam as aulas presenciais após uma onda de violência desencadeada pela morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”.

Ele liderava o Cartel Jalisco Nueva Generación e morreu no domingo (22) durante uma operação militar.

A decisão de fechar escolas foi tomada como medida preventiva diante de bloqueios, incêndios e confrontos registrados em diferentes regiões do país.

Governo pede calma e fala em controle da situação

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu serenidade à população e afirmou que as forças de segurança atuam de forma coordenada para restabelecer a ordem.

Segundo ela, os bloqueios organizados por membros do cartel no domingo já haviam sido removidos até a manhã desta segunda-feira.

A chefe do Executivo destacou que a prioridade do governo é garantir segurança e evitar novos episódios de violência.

Violência se espalha por vários estados

Após a confirmação da morte do líder do CJNG, foram registrados incêndios de veículos, interdições de rodovias e ataques a estabelecimentos comerciais.

A instabilidade atingiu principalmente o estado de Jalisco, onde o cartel mantinha forte presença, mas também houve ocorrências em regiões como Michoacán, Puebla, Sinaloa, Guanajuato e Guerrero.

Além das escolas, o Judiciário mexicano informou que tribunais poderão suspender atividades presenciais caso haja risco à integridade de servidores e da população.

Operação militar e morte do chefe do CJNG

De acordo com o Ministério da Defesa do México, Oseguera foi ferido gravemente durante a ação realizada na cidade de Tapalpa, em Jalisco. Ele não resistiu enquanto era transportado para a Cidade do México.

Outros integrantes da organização também morreram na operação, e armamentos de alto calibre foram apreendidos.

Três militares ficaram feridos e receberam atendimento hospitalar na capital.

Cartel ganhou força sob sua liderança

Ex-policial, “El Mencho” comandava há anos uma das organizações criminosas mais violentas do país. Sob seu comando, o CJNG expandiu rotas de tráfico e consolidou presença em diferentes regiões, tornando-se rival direto do grupo ligado a Joaquín Guzmán, ex-líder do Cartel de Sinaloa.

A organização também ampliou suas operações internacionais, com forte atuação no envio de drogas para os Estados Unidos.

Repercussão internacional e alerta dos EUA

Autoridades americanas acompanharam os desdobramentos da operação. O Departamento de Estado dos EUA orientou cidadãos norte-americanos a evitarem deslocamentos em áreas consideradas sensíveis, incluindo Jalisco e partes de outros estados mexicanos.

O governo mexicano informou que houve cooperação de inteligência com os Estados Unidos na ofensiva que resultou na morte do traficante.

País segue em alerta

Apesar da eliminação do líder do CJNG, especialistas avaliam que a estrutura descentralizada do cartel pode manter as atividades do grupo. A preocupação das autoridades agora é evitar disputas internas e novas ações violentas motivadas pela sucessão no comando da organização criminosa.

O México permanece sob monitoramento reforçado enquanto tenta conter os reflexos da morte de um dos chefes do narcotráfico mais temidos das últimas décadas.

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