O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, foi o segundo candidato a chegar neste domingo (16) aos estúdios da Band Minas para o debate entre os concorrentes ao Palácio Tiradentes. Na chegada, o emedebista afirmou que pretende manter uma postura de confronto de ideias, mas sem transformar adversários políticos em inimigos.
A declaração ocorreu após uma pergunta sobre a relação com Alexandre Kalil, candidato do PDT e ex-prefeito de Belo Horizonte. Os dois protagonizaram embates políticos durante a gestão municipal de Kalil, quando Gabriel Azevedo era vereador na capital.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de um novo embate, Gabriel rejeitou a ideia de tratar a disputa como uma briga pessoal.
“Não tem embate, eu vou repetir. Aqui nós não somos inimigos, não sou inimigo de ninguém. Eu sou a favor de Minas Gerais, estou a fim de resolver os problemas do povo mineiro”, afirmou.
O candidato disse ainda que pretende participar do debate com foco na apresentação das propostas do MDB e na defesa de um plano de governo que, segundo ele, começou a ser elaborado antes mesmo da decisão de disputar a eleição.
“A gente tem um plano de governo, que foi construído não com inteligência artificial, mas com inteligência mineira”, declarou.
Gabriel afirmou que o documento foi elaborado depois de uma série de conversas com moradores de diferentes regiões do Estado. Segundo ele, foram quase 12 meses percorrendo Minas Gerais e ouvindo demandas antes da formalização da candidatura.
“Antes de surgir uma candidatura, tinha um plano. Antes da gente dizer o que pensa, a gente escutou. Escutar é muito importante e eu estou a fim de escutar o povo mineiro, conversar com o povo mineiro e cuidar de Minas Gerais”, disse.
Dívida de Minas
Na entrevista com a imprensa antes do debate, Gabriel também apontou a dívida pública de Minas Gerais como um dos principais temas que pretende levar para a discussão eleitoral.
O candidato criticou o que considera uma subestimação do tamanho do problema e afirmou que a solução não depende apenas da proximidade política entre o governador e o presidente da República.
“Acredito que tem gente subestimando a dívida pública mineira, tratando a nossa dívida como se fosse uma dívida de padaria, que basta você ser amigo do presidente para resolver a questão”, afirmou.
Gabriel citou diferentes governos para argumentar que o problema atravessa administrações e partidos políticos.
“Vamos lembrar que já tivemos Temer e Bolsonaro, a dívida continuou. Já tivemos o Pimentel com o governo do PT e a dívida continuou”, disse.
Na sequência, o candidato citou o valor de R$ 179,3 bilhões em dívidas reconhecidas no fim de 2025 e defendeu que o tema seja tratado com maior atenção durante a campanha.
Quem é Gabriel Azevedo?
Gabriel Azevedo, de 39 anos, é jornalista e político. Filiado ao MDB, ele disputa pela primeira vez o governo de Minas Gerais. Antes da candidatura ao Palácio Tiradentes, construiu sua trajetória política em Belo Horizonte, onde foi vereador e presidiu a Câmara Municipal.
Durante a administração de Alexandre Kalil na Prefeitura de Belo Horizonte, Gabriel teve uma relação marcada por críticas e embates políticos com o então prefeito.
Agora, na disputa pelo governo estadual, o candidato afirma que pretende deixar as divergências pessoais de lado e concentrar a campanha nos problemas de Minas.
A chegada à Band ocorreu poucas horas depois de Gabriel iniciar oficialmente a campanha na Serra da Piedade, em Caeté. Pela manhã, ele participou de uma missa no Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade e defendeu uma eleição baseada em propostas, respeito aos adversários e compromisso com aquilo que os candidatos dizem.
No debate, a expectativa é que a dívida do Estado, saúde, educação, segurança e infraestrutura estejam entre os principais assuntos discutidos pelos candidatos.