Reconhecimento facial leva a 16 prisões em BH e 15 ocorreram no Hipercentro

Integração entre câmeras da Prefeitura e sistema da Polícia Federal ajuda a localizar pessoas com mandados de prisão; tecnologia exige confirmação humana antes da abordagem.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

 

Um sistema de reconhecimento facial ajudou as forças de segurança a localizar e prender 16 pessoas em Belo Horizonte entre 10 de julho e 14 de agosto. O resultado é fruto da integração entre as câmeras da Prefeitura da capital mineira e a plataforma da Polícia Federal.

O número que mais chama atenção está na localização: 15 das 16 prisões ocorreram no Hipercentro de Belo Horizonte. Das pessoas detidas, 11 tinham mandados relacionados a diferentes crimes e cinco eram procuradas por inadimplência de pensão alimentícia.

Entre os crimes relacionados aos mandados estão tráfico de drogas, roubo, furto, receptação, lesão corporal, ameaça, porte ilegal de arma e corrupção ativa.

Reconhecimento facial já levou a 16 prisões em BH, sendo 15 delas no Hipercentro.

Como funciona o reconhecimento facial?

As câmeras municipais enviam imagens para a plataforma utilizada pela Polícia Federal. Quando a tecnologia encontra uma possível correspondência com alguém procurado pela Justiça, é emitido um alerta.

Mas o reconhecimento feito pela máquina não provoca uma prisão automática.

Antes de qualquer medida, profissionais da Polícia Federal precisam realizar uma validação técnica. Somente depois da confirmação as forças de segurança podem ser acionadas para abordar a pessoa e verificar a situação.

A integração também pode contribuir para a localização de pessoas desaparecidas e procuradas pela Justiça.

Mais de 10 mil câmeras estão previstas

A tecnologia faz parte das ações do Muralha BH, programa de monitoramento urbano desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção em parceria com a Prodabel.

O projeto prevê a instalação de mais de 10 mil câmeras em pontos estratégicos da capital, incluindo praças, parques, escolas, centros de saúde, grandes vias, acessos ao Anel Rodoviário e regiões próximas às divisas com municípios vizinhos.

Equipamentos que já funcionam em Belo Horizonte também poderão ser incorporados ao sistema.

ENTENDA O CONTEXTO

A parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a Polícia Federal foi formalizada em 9 de julho. Os primeiros resultados contabilizados entre 10 de julho e 14 de agosto apontam 16 prisões com apoio da tecnologia.

O Hipercentro concentrou praticamente todas as ocorrências, com 15 detenções.

A proposta é ampliar gradualmente a integração entre câmeras, tecnologias e bases de dados para facilitar a localização de pessoas procuradas e agilizar a resposta das forças de segurança.

 

Carregar Comentários