Tarcísio abre 16 pontos em SP e pressiona Haddad

Nova pesquisa revela vantagem significativa de Tarcísio de Freitas sobre Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista.
Redação NC News
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Tarcísio de Freitas, do Republicanos, abre 16,2 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, do PT, na disputa pelo governo de São Paulo, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas. O governador chega a 50% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 33,8% do ex-ministro.

O resultado reforça, hoje, a tendência de continuidade no comando do maior colégio eleitoral do país. Também pressiona a campanha petista a rever estratégias num estado com 34.104.226 eleitores aptos a votar em outubro.

Pesquisa consolida liderança e amplia diferença

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostra que Tarcísio não apenas mantém a dianteira, como amplia a folga em relação ao levantamento de julho. Naquele momento, a diferença era de 13,4 pontos; agora, nas palavras do instituto, “a diferença entre os dois é de 16,2 pontos percentuais”.

No retrato estimulado, o cenário inclui ainda Vera Lúcia (PSTU), com 1,5%, Carlos Machado (PCB), com 0,8%, Vivian Mendes (UP), com 0,8%, Izadora Dias (PCO), com 0,4%, e Policial Edjane (Agir), com 0,4%. Brancos, nulos ou nenhum somam 7,5%, e 4,8% não sabem ou não opinam.

Na pergunta espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes, Tarcísio aparece com 29,1%, e Haddad, com 12%. Mais da metade dos eleitores, 51,8%, diz não saber ou não responder, e 6,1% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato. O dado revela um espaço ainda largo para movimentação na campanha.

Polarização se consolida e rejeição trava avanço petista

A disputa caminha para uma polarização clara entre o governador e o ex-prefeito. No cenário simulado de segundo turno entre os dois, Tarcísio tem 53%, contra 36,9% de Haddad. A distância repete, na prática, a margem do primeiro turno e sugere um ambiente de difícil virada para o PT.

Um dos entraves centrais é a rejeição. Segundo o instituto, “44,3% dos entrevistados disseram que não votariam nele”, em referência a Haddad. Tarcísio tem 27,4% de rejeição, diferença que ajuda a explicar a folga do governador nas simulações.

Os números, hoje, tendem a fortalecer a narrativa de continuidade na gestão estadual, associada por aliados de Tarcísio a obras de infraestrutura, concessões de transportes e uma política fiscal de contenção de gastos. Na outra ponta, a imagem de Haddad, marcada por propostas de expansão do gasto social e mudanças tributárias, encontra resistência acentuada em parte do eleitorado.

Força entre homens e classe média dá fôlego ao governador

O detalhe por segmentos mostra onde está o núcleo duro de apoio ao governador de São Paulo. Entre os homens, ele chega a 59,8%, enquanto Haddad marca 29,4%. Entre as mulheres, o cenário é mais apertado: 41,3% para Tarcísio e 37,6% para o petista.

Nas faixas etárias, Tarcísio se destaca entre jovens de 16 a 24 anos, com 42,2%, contra 37,3% de Haddad, e entre eleitores de 35 a 44 anos, onde atinge 54,9%. A vantagem nesses grupos costuma ser decisiva para consolidar maioria, porque combinam peso demográfico e maior presença nas redes sociais e no mercado de trabalho.

Para o PT, o desafio imediato é transformar a lembrança nacional de Haddad — ex-ministro e ex-prefeito da capital — em voto efetivo, reduzindo a rejeição. Isso exige calibrar o discurso econômico, responder às críticas à gestão passada na prefeitura e buscar alianças além da base tradicional de esquerda.

Senado tem corrida aberta e eleitorado indeciso

Enquanto o governo estadual se desenha com nitidez, a disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado segue embaralhada. No cenário estimulado, Simone Tebet (PSD) lidera com 31,1% das citações, seguida de perto por Marina Silva (Rede), com 30,1%, e Guilherme Derrite (PP), com 28,2%.

Salles (Novo) aparece com 19,7%, André do Prado (PL), com 16,8%, e Soninha Francine (Cidadania), com 5,8%. Cada eleitor pode escolher dois nomes, o que torna mais difícil converter intenção de voto em vantagem confortável até o dia da eleição.

Na pergunta espontânea para o Senado, porém, o quadro se desfaz: 77,4% não sabem ou não respondem, o que revela um campo aberto para campanhas e acordos. Simone Tebet marca 5,1%, Guilherme Derrite, 3,7%, e Marina Silva, 1,7%, com os demais nomes em faixas residuais.

Como foram feitas as pesquisas e o que ainda pode mudar

O Paraná Pesquisas ouviu 1.680 eleitores em 80 municípios paulistas, entre 16 e 18 de agosto, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número SP-08913/2026.

Outra sondagem, da Real Time Big Data, está em campo entre hoje e 22 de agosto, com 2.000 entrevistas e margem de erro estimada em 2 pontos percentuais. O registro no TSE é SP-01347/2026. O instituto explica que “a pesquisa vai medir a aprovação ou desaprovação do desempenho de Tarcísio de Freitas à frente do governo de São Paulo”.

O questionário inclui intenção de voto espontânea e estimulada para governador no primeiro turno, simulação de segundo turno entre Tarcísio e Haddad, rejeição e potencial de voto, além da disputa para o Senado com 15 nomes. O objetivo é mapear não só preferências atuais, mas também o espaço de crescimento de cada candidatura.

Os resultados dessa nova pesquisa devem ser divulgados ainda neste mês e podem ajustar a leitura sobre a força do governador e a capacidade de reação da oposição. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e um eventual segundo turno em 25 de outubro, campanhas entram agora na fase decisiva de consolidação de apoios e busca do eleitor volátil.

Até lá, partidos testam mensagens, exploram a avaliação da gestão estadual e tentam associar ou descolar seus candidatos do governo federal, conforme o humor do eleitorado paulista. O que as pesquisas mostram, neste momento, é um favoritismo claro de Tarcísio, um teto baixo para Haddad e um Senado em aberto, onde poucas semanas de campanha intensa podem redefinir o jogo.

Quem lidera a pesquisa para governador de São Paulo em 2026?

Tarcísio de Freitas, do Republicanos, lidera a pesquisa para governador de São Paulo em 2026 com 50% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 33,8% de Fernando Haddad, do PT, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas realizado com 1.680 eleitores em 80 municípios paulistas.

Qual é o partido do governador de São Paulo e sua posição política?

Tarcísio de Freitas é filiado ao Republicanos, partido identificado no espectro político à direita, com pautas liberais na economia e conservadoras em costumes, e governa São Paulo desde a última eleição estadual com apoio de siglas do campo de centro-direita e direita, especialmente na Assembleia Legislativa paulista.

Qual é a situação da disputa ao Senado em São Paulo?

Simone Tebet (PSD), Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP) aparecem tecnicamente embolados na disputa ao Senado em São Paulo, com 31,1%, 30,1% e 28,2% das citações, respectivamente, em cenário estimulado, mas 77,4% dos eleitores ainda não sabem em quem votar quando a pergunta é espontânea.


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