Pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana mostram um cenário de disputa aberta pelas vagas ao Senado em estados estratégicos nas eleições de 2026. No Paraná e no Distrito Federal, os levantamentos da Real Time Big Data apontam empates técnicos, lideranças numéricas apertadas e um contingente expressivo de eleitores ainda indecisos.
Os resultados ajudam a desenhar o cenário da corrida por um dos cargos mais disputados do país, com mandato de oito anos e participação em decisões relevantes do Congresso Nacional.
Paraná tem cinco nomes embolados por duas cadeiras
No Paraná, a pesquisa da Real Time Big Data registra um cenário de forte equilíbrio. Entre os 1.600 eleitores ouvidos de 13 a 17 de agosto, cinco candidatos aparecem dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Deltan Dallagnol (Novo) lidera numericamente, com 19% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL), ambos com 17%. Gleisi Hoffmann (PT) registra 15%, enquanto Cristina Graeml (PSD) aparece com 13%.

Considerando a margem de erro, os cinco candidatos estão tecnicamente empatados. A pesquisa tem 95% de nível de confiança e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-09262/2026.
O questionário apresentado aos eleitores considera que, na eleição para o Senado, será possível escolher até dois candidatos para preencher as duas vagas em disputa.
“Em outubro teremos eleições para o cargo de senador da República. Nesta eleição, temos a possibilidade de escolher até 2 candidatos para preencher as duas vagas em disputa. Sabendo disso e que os candidatos são estes, quem seria seu 1º voto? E o 2º voto?”, pergunta o instituto.
Como o Paraná terá duas cadeiras em disputa, a proximidade entre os cinco primeiros coloca uma parcela significativa dos candidatos em condições de disputar efetivamente uma das vagas.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de agosto e ouviu 1.600 eleitores presencialmente.
Michelle aparece na frente no Distrito Federal
No Distrito Federal, o levantamento da mesma empresa também aponta uma disputa competitiva, mas com uma liderança numérica mais clara.
Michelle Bolsonaro aparece com 19% das intenções de voto. A atual senadora Leila do Vôlei (PDT) registra 17%, enquanto as deputadas federais Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) aparecem com 15% cada.

Na sequência, o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) soma 8%. Cristian Viana (Podemos) registra 2%, enquanto Tiago Tarsis (Agir) aparece com 1%.
O levantamento foi realizado entre 14 e 18 de agosto, também com 1.600 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o estudo está registrado no TSE sob o número DF-07849/2026.

Além dos candidatos, o levantamento mostra que 8% dos entrevistados pretendem votar branco ou nulo, enquanto 9% não sabem ou não responderam.
Com a margem de erro, a distância entre os principais nomes permanece relativamente estreita. Isso significa que variações de poucos pontos podem alterar a ordem dos candidatos ao longo da campanha.
Disputa no DF reúne nomes de diferentes campos políticos
O cenário do Distrito Federal também reúne candidatos com bases políticas distintas.
Michelle Bolsonaro chega à disputa associada à força política do sobrenome Bolsonaro e à base que apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leila do Vôlei busca renovar o mandato no Senado, enquanto Bia Kicis representa uma das principais figuras do campo conservador na Câmara dos Deputados.
Erika Kokay, por sua vez, possui uma trajetória ligada ao PT e à atuação em pautas sociais e de direitos humanos.
A proximidade entre os percentuais faz com que a disputa pelas duas cadeiras permaneça aberta, especialmente porque parte relevante do eleitorado ainda não definiu sua escolha.
Pará tem Helder e uma disputa mais pulverizada
No Pará, o cenário apresenta características diferentes. O ex-governador Helder Barbalho (MDB) está na disputa pelo Senado e aparece em levantamentos recentes ao lado de diversos outros nomes.

Uma pesquisa Real Time Big Data divulgada no início de agosto mostrou Helder com 40% das intenções consolidadas de voto, enquanto Delegado Éder Mauro (PL) aparecia com 16%.
A configuração do Pará, portanto, apresenta uma concentração maior em torno de Helder, enquanto a segunda vaga permanece mais aberta.

Pesquisas mostram cenário ainda sujeito a mudanças
Os levantamentos divulgados neste período representam fotografias do momento eleitoral. No Paraná, a proximidade entre os cinco primeiros evidencia uma disputa particularmente apertada pelas duas vagas.
No Distrito Federal, Michelle aparece numericamente à frente, mas Leila, Bia Kicis e Erika Kokay permanecem próximas dentro da margem de erro.
A presença de eleitores que ainda não definiram o voto também mantém espaço para alterações no cenário. Novos levantamentos podem mostrar mudanças à medida que a campanha avance, os candidatos ampliem sua exposição e alianças políticas sejam consolidadas.