São Paulo concentra 12 dos 20 municípios brasileiros com as maiores proporções de áreas urbanizadas, segundo o levantamento “Áreas Urbanizadas do Brasil 2022”, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (18).
O estudo mapeia o processo de urbanização dos municípios brasileiros e permite comparar a ocupação do território com os dados da edição anterior, realizada em 2019.
Entre os resultados, um dos maiores destaques está no ABC Paulista. São Caetano do Sul aparece na primeira posição do ranking, com 100% de proporção de “Feições Urbanizadas” em relação à área oficial do município.
São Caetano do Sul ocupa o topo
De acordo com o IBGE, o conceito de “Feições Urbanizadas” reúne não apenas as áreas efetivamente urbanizadas, mas também vazios intraurbanos e outros equipamentos urbanos.
São Caetano do Sul aparece com 100% de seu território dentro dessa classificação.
Na sequência do ranking aparecem outros municípios brasileiros, enquanto duas cidades da Grande São Paulo também se destacam: Carapicuíba ocupa a quarta posição, com 94,29%, e Osasco aparece em quinto lugar, com 93,38%.
A forte presença paulista mostra a intensidade do processo de urbanização na região, especialmente na área metropolitana da capital.
Estado de São Paulo lidera em extensão urbanizada
Além da quantidade de municípios entre os primeiros colocados, São Paulo também aparece na liderança quando o levantamento considera a extensão das áreas urbanizadas por estado.
Em 2022, São Paulo tinha mais de 8 milhões de km² de áreas urbanizadas, segundo os dados apresentados pelo IBGE.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com mais de 4 milhões de km², e Rio Grande do Sul, com cerca de 4 milhões de km².
O resultado ajuda a dimensionar a concentração da ocupação urbana em diferentes partes do território brasileiro.
Urbanização muda a paisagem das cidades
O mapeamento do IBGE serve para acompanhar como as cidades brasileiras crescem e como o espaço urbano se organiza ao longo do tempo.
A comparação com o levantamento anterior, de 2019, permite observar mudanças na ocupação do território e identificar municípios que passaram por expansão urbana ou que já apresentam um tecido urbano mais consolidado.
Segundo o instituto, os resultados revelam um cenário complexo, com municípios que apresentam crescimento acelerado convivendo com áreas de menor dinamismo ou maior consolidação urbana.
Grande São Paulo ganha destaque
A presença de Carapicuíba e Osasco entre os primeiros colocados reforça a dimensão da urbanização na Região Metropolitana de São Paulo.
As duas cidades fazem parte de uma área marcada por alta concentração populacional, intensa circulação de pessoas e integração econômica e territorial com a capital.
O levantamento permite visualizar esse processo de maneira mais precisa, considerando não apenas os limites administrativos, mas também as características físicas das áreas ocupadas.
Um retrato da urbanização brasileira
Mais do que apontar quais cidades aparecem no topo da lista, o levantamento do IBGE ajuda a entender como o território brasileiro vem sendo transformado pela urbanização.
A concentração de municípios paulistas entre os primeiros colocados mostra a dimensão desse processo no estado e, principalmente, na região metropolitana da capital.
Ao comparar os dados atuais com os de 2019, o mapeamento também cria uma fotografia da evolução das cidades e ajuda a identificar áreas em expansão e regiões onde a ocupação urbana já está mais consolidada.