Médica é denunciada por mortes de seis recém-nascidos em UTI no Paraná

MPPR aponta possível negligência em protocolos de higiene e biossegurança durante período de contaminação hospitalar
Redação NC News
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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou uma médica que atuava como diretora-técnica da UTI Pediátrica do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, pela morte de seis recém-nascidos.

A denúncia foi recebida pelo Judiciário na segunda-feira (17). Segundo o Ministério Público, as mortes aconteceram entre maio e julho de 2024, após os pacientes apresentarem choque séptico e falência múltipla de órgãos.

De acordo com a investigação, os quadros clínicos estariam relacionados a uma grave contaminação intra-hospitalar provocada por bactérias multirresistentes dentro da unidade.

O MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou, nesta terça-feira (18), uma médica pela morte de seis crianças na UTI pediátrica do hospital privado Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, a 20 quilômetros de Curitiba. O processo tramita sob sigilo.
O MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou, nesta terça-feira (18), uma médica pela morte de seis crianças na UTI pediátrica do hospital privado Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, a 20 quilômetros de Curitiba. O processo tramita sob sigilo.

MP aponta falhas em protocolos

Segundo o MPPR, a médica teria deixado de fiscalizar e garantir o cumprimento de protocolos considerados básicos para a prevenção de infecções hospitalares.

A acusação aponta que a conduta teria contribuído para a criação de um ambiente favorável à contaminação cruzada entre pacientes.

Entre as irregularidades investigadas estão problemas relacionados à higiene e aos procedimentos adotados dentro da UTI Pediátrica.

Mortes ocorreram em 2024

As seis crianças morreram em um intervalo de aproximadamente três meses, entre maio e julho de 2024.

Segundo o Ministério Público, os pacientes desenvolveram choque séptico, uma resposta grave do organismo a uma infecção, e posteriormente apresentaram falência múltipla de órgãos.

A investigação busca determinar a responsabilidade da médica pela adoção e fiscalização das medidas necessárias para impedir a disseminação das bactérias dentro da unidade.

Denúncia ainda será analisada pela Justiça

A denúncia apresentada pelo MPPR dá início à fase judicial do caso. A médica responderá às acusações no processo e terá direito à defesa.

A responsabilização criminal dependerá da análise das provas e do andamento da ação na Justiça.

O caso também deverá continuar sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela investigação das condições sanitárias e dos protocolos adotados na unidade durante o período em que ocorreram as mortes.

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