Os Correios abriram um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) para funcionários da estatal, em mais uma tentativa de reduzir despesas e reorganizar a estrutura da empresa. A iniciativa prevê a adesão de até 7 mil trabalhadores e ocorre em meio a um processo de reestruturação financeira.
Os empregados interessados poderão aderir ao programa até 30 de setembro. A medida mira principalmente profissionais lotados em unidades que estão previstas para ser extintas, incluindo agências e centros de armazenamento.
A nova rodada de desligamentos ocorre poucos meses depois de outro PDV realizado pela empresa. Na primeira etapa, aberta no primeiro semestre de 2026, cerca de 3 mil funcionários deixaram os Correios.
A estatal atravessa um período de forte pressão sobre as contas. No primeiro semestre, os Correios registraram prejuízo superior a R$ 3 bilhões, aumentando a necessidade de cortes de despesas e mudanças na estrutura operacional.
Novo PDV pode atingir até 7 mil trabalhadores
O novo programa foi criado dentro do plano de reestruturação dos Correios e tem como principal objetivo diminuir o tamanho da força de trabalho em áreas que passarão por mudanças.
A meta estabelecida pela empresa é alcançar até 7 mil adesões.
O programa é voluntário, ou seja, os funcionários que preencherem os critérios estabelecidos poderão decidir se desejam ou não deixar a estatal.
A estratégia busca reduzir despesas relacionadas à folha de pagamento e, ao mesmo tempo, adequar o número de trabalhadores à nova estrutura prevista para a companhia.

Unidades serão fechadas ou reorganizadas
Entre os locais atingidos pelo processo de reestruturação estão agências e centros de armazenamento que deverão ser extintos ou passar por mudanças.
A redução da estrutura física faz parte de uma tentativa de adaptar os Correios a uma realidade diferente daquela existente quando a empresa tinha uma presença muito maior no mercado de correspondências tradicionais.
A estatal também enfrenta transformações no setor de encomendas, com maior concorrência privada e mudanças nos hábitos dos consumidores.
O desafio é reduzir custos sem comprometer a capacidade de atendimento da empresa, que mantém uma extensa rede espalhada pelo país.

Primeiro PDV levou cerca de 3 mil funcionários
O novo programa não é a primeira tentativa dos Correios de reduzir o quadro de funcionários neste ano.
No primeiro semestre de 2026, a estatal abriu outro programa de desligamento voluntário. Aproximadamente 3 mil trabalhadores aderiram à iniciativa.

Se a meta máxima do novo programa for atingida, os dois PDVs poderão representar a saída de até 10 mil funcionários dos Correios ao longo de 2026.
O número, porém, representa uma possibilidade máxima e não significa que todos os trabalhadores necessariamente deixarão a empresa.
Prejuízo bilionário aumenta pressão por cortes
A reestruturação acontece em um momento delicado para as contas da estatal.
Os Correios registraram prejuízo superior a R$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026. O resultado aumentou a pressão para que a empresa encontre formas de reduzir despesas e melhorar sua situação financeira. O PDV é uma das ferramentas utilizadas nesse processo.
A lógica é simples: reduzir a estrutura e os custos permanentes da empresa para tentar adequar as despesas à receita e recuperar a capacidade financeira da estatal.
Mas a conta não termina no desligamento dos funcionários. A companhia também precisa encontrar maneiras de aumentar receitas, melhorar a eficiência operacional e enfrentar a concorrência no mercado de encomendas e logística.
O que acontece agora?
Os funcionários interessados têm até 30 de setembro para aderir ao novo Programa de Demissão Voluntária.
Depois do encerramento do prazo, os Correios deverão contabilizar as adesões e definir os próximos passos para implementar os desligamentos.
O resultado do programa será um dos indicadores para medir o tamanho da redução de despesas que a estatal conseguirá obter com a reestruturação.
Entenda o contexto
Os Correios atravessam um processo de reestruturação para tentar reduzir despesas e enfrentar uma situação financeira pressionada. A empresa já realizou um programa de demissão voluntária no primeiro semestre de 2026, que levou cerca de 3 mil trabalhadores a deixarem a estatal, e agora abriu uma nova rodada com objetivo de alcançar até 7 mil adesões.
A estratégia está relacionada à redução da estrutura física e ao fechamento ou reorganização de unidades, mas o tamanho do desafio vai além da folha de pagamento. A empresa precisa equilibrar a necessidade de cortar custos com a manutenção de uma rede nacional de atendimento e, ao mesmo tempo, aumentar sua eficiência em um mercado de encomendas cada vez mais competitivo.
O novo PDV, portanto, é uma das principais medidas dentro de um processo maior de reorganização dos Correios.