O que deveria ser apenas mais uma manhã de trabalho terminou em choro e desespero para o auxiliar de laboratório Josmar Moraes, na Zona Sul de São Paulo. Ele chegou ao local nesta sexta-feira (21) para pegar o carro e seguir para o trabalho, mas encontrou o veículo completamente destruído pelas chamas.
O carro estava entre os cerca de 15 veículos atingidos por um incêndio que começou durante a madrugada em um galpão de materiais recicláveis na Vila Andrade.
“Parece que eu estou sonhando”
Ao perceber que havia perdido o carro, Josmar não conseguiu conter a emoção. Durante uma entrevista, ele tentou entender o que havia acontecido e caiu no choro diante das câmeras.
“Não tô nem acreditando. Parece que eu tô sonhando e acordei num pesadelo.”
O auxiliar de laboratório contou que ainda estava tentando assimilar a situação.
“Não dá pra acreditar que meu carro tá no meio. Não tenho o que falar. Tô só entendendo a realidade.”
A reação da mãe emocionou quem estava no local
Enquanto Josmar chorava, a mãe dele chegou correndo e abraçou o filho.
A cena aconteceu justamente quando ele tentava entender a dimensão do prejuízo. Em meio ao momento de desespero, ela tentou confortá-lo e lembrar que, apesar da perda material, a família estava bem.
“Calma, filho. Nós estamos vivos. Olha, nós conquista tudo de novo…”
O abraço entre mãe e filho acabou se tornando uma das imagens mais marcantes da ocorrência.
Incêndio destruiu cerca de 15 carros
O fogo começou durante a madrugada em um galpão de recicláveis localizado na Rua Coronel Francisco de Oliveira Simões, na Vila Andrade, região próxima a Paraisópolis.
As chamas se espalharam rapidamente e atingiram veículos que estavam estacionados na rua.
Segundo o Corpo de Bombeiros, inicialmente cinco viaturas foram deslocadas para combater o incêndio. Com o avanço das chamas, a operação foi ampliada para 11 viaturas e cerca de 30 bombeiros.
A área atingida pelo fogo tinha aproximadamente 50 metros quadrados.
Ninguém ficou ferido
Apesar da destruição, não havia registro de pessoas feridas na ocorrência até a última atualização.
Os bombeiros controlaram as chamas e permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo, que serve para eliminar possíveis focos restantes e evitar que o fogo volte a se espalhar.
Para os donos dos veículos, porém, o combate ao incêndio significou o início de outra preocupação: descobrir como lidar com os prejuízos.
No caso de Josmar, a notícia chegou justamente quando ele se preparava para começar mais um dia de trabalho.
O que causou o incêndio?
As causas do fogo ainda serão investigadas. O incêndio começou dentro do galpão e depois atingiu os carros que estavam estacionados nas proximidades. A perícia deverá ajudar a determinar como as chamas começaram e se houve algum fator específico que contribuiu para a rápida propagação.
Neste momento, não é possível afirmar oficialmente que o incêndio tenha sido criminoso.
Para Josmar, fica o prejuízo e o apoio da família
A perda do veículo representa um impacto importante para quem depende do carro para trabalhar e se locomover.
Mas, diante do filho abalado, a mãe tentou colocar a situação em perspectiva. A frase dela — “nós estamos vivos” — resumiu o sentimento de uma família que, apesar do prejuízo material, terminou a manhã sem registrar vítimas.
O carro pode ser perdido e, como ela mesma disse, conquistado novamente. O momento, porém, deixou uma lembrança difícil para Josmar e para os outros proprietários que encontraram seus veículos destruídos pelo fogo.
ENTENDA O CONTEXTO
O incêndio aconteceu durante a madrugada desta sexta-feira (21), em um galpão de recicláveis na Vila Andrade, Zona Sul de São Paulo.
As chamas se espalharam para os veículos estacionados na rua e destruíram cerca de 15 carros. O Corpo de Bombeiros mobilizou 11 viaturas e aproximadamente 30 profissionais para controlar o fogo.
Não houve registro de feridos.
As causas do incêndio ainda serão investigadas. Enquanto isso, os proprietários dos veículos atingidos começam a contabilizar os prejuízos.
Entre eles estava Josmar Moraes, que chegou ao local para pegar o carro e ir trabalhar, mas acabou encontrando o veículo destruído.
O momento de desespero foi interrompido pelo abraço da mãe, que tentou acalmar o filho e lembrar que, apesar da perda, a família estava viva.