A Inter de Milão abre a Serie A 2026/27 com uma atuação convincente e derrota o Monza por 4 a 1, neste sábado, no estádio Giuseppe Meazza. O atual campeão confirma o favoritismo, inicia bem a defesa do título e expõe, já na estreia, as fragilidades do time recém-promovido à elite.
O resultado reforça o peso do elenco montado para buscar o 22º título italiano e amplia para 11 a invencibilidade da equipe de Cristian Chivu, somando amistosos e jogos oficiais. Para o Monza de Ivan Juric, a tarde em Milão funciona como choque de realidade sobre o nível de exigência da primeira divisão.

Calhanoglu abre caminho e Monza reage antes do intervalo
A bola rola às 13h30, no horário de Brasília, e a Inter impõe o ritmo desde o primeiro minuto. A estreia do campeonato ganha um protagonista precoce: Hakan Calhanoglu. Aos 6 minutos, o meio-campista turco solta um chute de média distância que abre o placar e inaugura a temporada. É descrito como “o primeiro gol da Serie A 2026/2027, marcado pelo turco: um míssil que não dá chances a Pizzignacco”.
O gol confirma a vocação ofensiva do 3-5-2 de Chivu, com Diouf muito ativo pelo lado direito e Dimarco empurrando a linha defensiva do Monza para trás. Esposito se movimenta entre os zagueiros e cria espaços para Lautaro Martínez, capitão e artilheiro da última temporada, autor de 17 gols. O argentino está em campo e, como o clube faz questão de registrar, “o capitão Lautaro Martínez, artilheiro da última temporada com 17 gols, está apto e vai a campo”.
O Monza, porém, não se entrega à pressão inicial. A equipe, que “garantiu o acesso à elite do futebol italiano após campanha desafiadora na Serie B”, tenta aproveitar erros de saída de bola da Inter. Aos 29 minutos, a insistência é recompensada. O jovem Mout encontra Varela dentro da área, o centroavante domina, protege e finaliza cruzado para empatar em 1 a 1, num lance que mostra por que o português é tratado como referência ofensiva no projeto do clube lombardo.
Inter ajusta rota, domina segunda etapa e goleia
O intervalo chega com o jogo aberto. O Monza ameaça em bolas cruzadas, principalmente com Birindelli e Carboni, enquanto a Inter alterna entre acelerar pelas pontas e trabalhar com Calhanoglu e Zielinski por dentro. A sensação é de que o campeão precisa de mais precisão no terço final para transformar volume de jogo em vantagem.
A resposta vem logo na volta para o segundo tempo. Aos 48 minutos, Dimarco cruza da esquerda, o goleiro Pizzignacco sai mal e rebate na entrada da área. Zielinski, atento, toca por cobertura e devolve a vantagem aos donos da casa. O lance escancara a diferença de experiência entre as equipes e marca o 2 a 1, num momento em que o Monza ainda se reorganizava.
O golpe seguinte é praticamente um nocaute. Aos 55 minutos, Diouf dispara pela direita, cruza rasteiro e encontra Esposito na área. O atacante domina e conclui de calcanhar, fazendo o 3 a 1 em uma finalização plástica, que inflama o público no Giuseppe Meazza e deixa a defesa adversária atônita. A jogada resume a nova cara da Inter, que combina o peso de reforços internacionais com a ousadia de jovens formados em casa.
O quarto gol encerra de vez qualquer possibilidade de reação. Aos 63 minutos, Bisseck avança como se fosse atacante, recebe de Esposito e chuta de esquerda para marcar o 4 a 1. O zagueiro alemão, um dos símbolos da profundidade do elenco, aproveita mais uma saída equivocada de Pizzignacco para transformar a vitória em goleada.
Chivu confirma força do elenco; Juric vê lição dura na estreia
Chivu arma a Inter no 3-5-2, com Martinez no gol; Bisseck, Akanji e Bastoni na zaga; Diouf, Barella, Calhanoglu, Zielinski e Dimarco no meio; Lautaro e Esposito no ataque. As entradas posteriores de Sucic e Bonny, na metade do segundo tempo, mantêm a intensidade e mostram a profundidade do grupo à disposição do técnico.
Os reforços de peso ajudam a explicar o favoritismo. A diretoria “abriu os cofres para trazer Djed Spence, lateral-direito ex-Tottenham, por R$ 209 milhões”, e também incorporou o zagueiro John Stones. Ambos chegam para aumentar a competitividade interna em uma equipe que “sagrou campeã da Série A com 11 pontos de vantagem e conquistou o título da Copa Itália sobre a Lazio”. A base campeã segue intacta, com Lautaro no comando do ataque.
Do outro lado, Ivan Juric estreia oficialmente no comando do Monza com o 3-4-3 que tenta equilibrar agressividade e proteção defensiva. Pizzignacco; Kouadio, Lucchesi e Carboni formam a linha de três; Birindelli, Foe-Ondoa, Mout e Bakoune ocupam o meio; Colpani, Varela e Mangas compõem o trio ofensivo. As entradas de Galazzi, Cutrone e Forson na etapa final buscam fôlego, mas não conseguem mudar o cenário de domínio nerazzurro.
A derrota por três gols de diferença expõe um ponto sensível do novo projeto do Monza: a transição defensiva. O time, empolgado pela vitória por 3 a 0 sobre o Avellino na Copa da Itália, encontra hoje um patamar técnico muito mais alto. Defensores e goleiro falham em momentos decisivos e deixam clara a necessidade de ajustes rápidos para evitar que a luta pela permanência se complique desde as primeiras rodadas.
Histórico favorável, impacto financeiro e próximos passos da temporada
O placar em Milão reforça um retrospecto amplamente favorável à Inter. Em 13 confrontos entre as equipes, são 8 vitórias do atual campeão, 3 empates e apenas 2 triunfos do Monza. O reencontro na abertura da Serie A expande a distância técnica e esportiva entre os clubes, ainda que o visitante tente encurtá-la com investimento gradual e planejamento a médio prazo.
A vitória desta tarde também dialoga com um ambiente mais amplo. A Inter chega a 11 jogos de invencibilidade, com 6 vitórias e 4 empates antes da estreia no campeonato. A sequência fortalece o vestiário, aumenta a confiança da comissão técnica e sustenta o clube no topo da hierarquia do futebol italiano, impactando diretamente a receita com direitos de transmissão, bilheteria e patrocínios.
O jogo movimenta ainda o mercado de apostas e o universo digital. A partida é transmitida ao vivo e acompanhada em tempo real por aplicativos de apostas autorizados, com estatísticas detalhadas alimentando o interesse de torcedores e apostadores. O desempenho dominante da Inter, somado ao perfil ofensivo de Chivu, tende a influenciar cotações futuras e projeções de gols em seus jogos.
Para o Monza, a derrota não encerra o entusiasmo pelo retorno à elite, mas reorganiza expectativas. Um bom desempenho nas próximas rodadas, especialmente em confrontos diretos contra rivais da metade inferior da tabela, pode devolver confiança ao elenco e justificar novos investimentos. Para a Inter, o desafio agora é transformar essa estreia em ponto de partida para uma sequência forte, capaz de sustentar o rótulo de favorita num campeonato longo e cada vez mais pressionado pela exigência de resultados imediatos.
Quais foram os gols e o placar de Inter x Monza hoje?
Inter de Milão 4, Monza 1 foi o placar da abertura da Serie A 2026/27, com gols de Calhanoglu, Zielinski, Esposito e Bisseck para a Inter e Varela para o Monza; o turco marcou o primeiro gol do campeonato, Varela empatou, e a equipe de Cristian Chivu decidiu o jogo na etapa final.
Como a Inter de Milão chega para a disputa do 22º título italiano?
A Inter de Milão chega à disputa do 22º título italiano como atual campeã, com 11 pontos de vantagem na última temporada, campeã também da Copa Itália, reforçada por compras como Djed Spence por R$ 209 milhões e John Stones, invicta há 11 jogos e com Lautaro Martínez mantido como capitão e referência ofensiva.
O que a estreia revela sobre o desafio do Monza na elite?
A estreia com derrota por 4 a 1 para a Inter mostra que o Monza, recém-promovido após campanha dura na Serie B e vitória por 3 a 0 sobre o Avellino na Copa da Itália, terá um desafio pesado para se firmar na elite, precisando corrigir falhas defensivas e acelerar a adaptação de reforços como Varela, Cutrone e Lucchesi.