Criminosos incendeiam caminhões e fecham Avenida Brasil durante operação no Complexo de Israel

Ação da Polícia Militar entrou na segunda fase nesta segunda-feira; quatro suspeitos foram presos e armas foram apreendidas durante a ofensiva.
Redação NC News
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A Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou, na madrugada desta segunda-feira (24), a segunda fase da ocupação do Complexo de Israel, na Zona Norte da capital. A operação provocou intensos tiroteios e alterou a rotina de moradores e motoristas que circulavam pelas principais vias da região.

Durante a manhã, em meio à ofensiva policial, criminosos realizaram uma ação de represália e incendiaram dois caminhões na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio. Os veículos foram atravessados na pista e o trânsito precisou ser interrompido nos dois sentidos.

A ocorrência provocou um grande impacto no trânsito e mobilizou equipes de segurança e emergência.

Operação começou durante a madrugada

A ofensiva policial teve início ainda nas primeiras horas desta segunda-feira, quando equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) seguiram para as comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas.

Segundo as informações divulgadas, houve intensos tiroteios durante a chegada dos policiais às comunidades.

Diante do cenário de violência e como medida preventiva, por volta das 2h30, as autoridades decidiram interditar temporariamente importantes vias expressas que passam pela região.

A Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Rodovia Washington Luís chegaram a ter o tráfego interrompido. A interdição durou aproximadamente meia hora.

Caminhões são incendiados na Avenida Brasil

A situação voltou a se agravar durante a manhã.

Por volta das 9h40, grupos criminosos teriam invadido a Avenida Brasil e abordado dois caminhões que circulavam pela via.

Os motoristas foram rendidos e obrigados a atravessar os veículos na pista. Na sequência, os caminhões foram incendiados, provocando o fechamento dos dois sentidos da avenida.

A ação gerou transtornos para milhares de motoristas que utilizavam a Avenida Brasil para acessar diferentes regiões da cidade.

Equipes foram mobilizadas para controlar a ocorrência e trabalhar na liberação da via.

Quatro suspeitos foram presos

Até a última atualização das informações, quatro homens haviam sido presos durante a operação.

As equipes policiais também apreenderam dois fuzis e uma granada.

Até aquele momento, não havia informações sobre pessoas feridas em decorrência dos confrontos ou dos ataques registrados durante a manhã.

A operação continua e novas prisões e apreensões podem ocorrer ao longo do dia.

Confronto entre facções

O Complexo de Israel reúne comunidades localizadas nas regiões de Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral.

A área é apontada como território dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro.

O grupo disputa áreas de influência com o Comando Vermelho (CV), e os confrontos entre organizações criminosas são apontados pelas autoridades como um dos fatores relacionados à violência na região.

A ocupação policial busca ampliar o controle das forças de segurança e combater a atuação de grupos armados.

Impacto para moradores e motoristas

Além dos confrontos dentro das comunidades, a operação provocou reflexos em áreas de grande circulação.

O fechamento da Avenida Brasil e de outras vias expressas afetou diretamente o deslocamento de trabalhadores e moradores de diferentes bairros da Zona Norte e de municípios da Região Metropolitana.

A Avenida Brasil é uma das principais ligações rodoviárias do Rio e concentra diariamente um grande fluxo de veículos.

Com os caminhões incendiados, o trânsito ficou ainda mais complicado e motoristas precisaram buscar caminhos alternativos.

Operação segue na região

A segunda fase da ocupação do Complexo de Israel continua nesta segunda-feira.

As forças de segurança permanecem mobilizadas nas comunidades e nas áreas próximas às principais vias expressas.

A Polícia Militar deverá divulgar novas informações sobre prisões, apreensões e o andamento da operação ao longo do dia.

O caso também deverá ser acompanhado pelas autoridades responsáveis pela investigação dos ataques realizados durante a manhã.

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