Antes de ser vítima de um crime que chocou Jacuí, Maryna Colucci de Jesus era conhecida pelo trabalho com crianças e adolescentes. Aos 34 anos, a professora de educação infantil também atuava como conselheira tutelar no município do Sul de Minas.
Nas redes sociais, Maryna compartilhava um pouco de quem era. Entre as descrições usadas por ela estava a de mulher trans, pisciana e professora de educação infantil.
A profissão e o trabalho no Conselho Tutelar faziam parte da rotina de Maryna e também da relação que ela mantinha com a comunidade. A função exercida por ela envolve o atendimento e a proteção de crianças e adolescentes em situações de ameaça ou violação de direitos.
Foi justamente essa trajetória que ganhou destaque na homenagem feita pela Prefeitura de Jacuí depois da confirmação da morte.
Última vez em que foi vista
Maryna desapareceu na sexta-feira (21). Naquele dia, segundo informações divulgadas pela prefeitura durante as buscas, ela deixou a casa onde morava, na Rua Antônio Marcondes, no bairro Vila Formosa, por volta das 12h45.
O desaparecimento mobilizou familiares, amigos e moradores. A própria Prefeitura de Jacuí ajudou a divulgar informações para tentar localizar a conselheira.
Durante quatro dias, a família aguardou por notícias. Na terça-feira (25), porém, a procura terminou com a localização do corpo de Maryna. Ela foi encontrada enterrada em uma área rural de Jacuí. Video mostra o local onde mulher foi encontrada. Veja:
Crime é investigado como feminicídio
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a morte de Maryna é investigada como feminicídio.
Um policial militar de 43 anos é apontado como suspeito. Segundo as informações divulgadas no decorrer da investigação, ele teria confessado o assassinato e foi apresentado à Polícia Civil.
As circunstâncias da morte ainda são apuradas pelas autoridades.
O caso também provocou repercussão por atingir uma profissional que trabalhava diretamente na proteção de crianças e adolescentes e era conhecida na cidade pela atuação no Conselho Tutelar.
Prefeitura lamenta morte
Após a confirmação da morte, a Prefeitura de Jacuí publicou uma nota de pesar. O município ressaltou a atuação de Maryna na defesa dos direitos de crianças e adolescentes e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas do Conselho Tutelar.
Na manifestação, a prefeitura afirmou que ela exercia uma atividade de grande responsabilidade social e humana e lamentou a maneira como a vida da conselheira foi interrompida.
A administração municipal também declarou que a morte deixou “uma profunda tristeza” entre as pessoas que tiveram contato com Maryna ao longo da vida.
A investigação continua para esclarecer o crime e todas as circunstâncias envolvendo a morte da conselheira tutelar.
