O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (26) que a habitação será mantida entre as prioridades de um eventual segundo mandato. Durante visita às obras do Conjunto Habitacional Campo Belo, da CDHU, na Vila Congonhas, zona sul da capital, Tarcísio destacou a entrega de 90,5 mil unidades pelo programa Casa Paulista e prometeu ampliar o atendimento a famílias que vivem em áreas de risco.
Segundo o governador, 117 mil unidades estão atualmente em construção em todo o estado. Entre elas estão as 590 moradias do empreendimento visitado, destinadas a famílias que deixaram suas casas por causa das obras da Linha 17 do Metrô e de intervenções urbanas na região das avenidas Águas Espraiadas e Roberto Marinho.
Estado triplicou número de moradias, diz Tarcísio
Durante a entrevista, Tarcísio afirmou que o volume de entregas representa uma mudança em relação à média histórica do estado.
“São 90.500 unidades entregues, isso é extremamente significativo, porque o Estado de São Paulo entregava na média 30, 35 mil habitações a cada período de quatro anos. A gente conseguiu triplicar isso, também triplicando o investimento.”
O governador disse ainda que o ritmo de construção continua elevado. Atualmente, segundo ele, 117 mil unidades estão em obras em diferentes regiões de São Paulo.
Conjunto na zona sul atenderá famílias removidas
As 590 unidades do Conjunto Habitacional Campo Belo fazem parte de uma parceria entre o programa Casa Paulista, do Governo do Estado, e o Pode Entrar, da Prefeitura de São Paulo.
As moradias serão destinadas a famílias que precisaram deixar suas casas em razão de intervenções urbanas na região.
“Aqui nós temos 590 unidades em obra, que vão atender pessoas que saíram das suas casas por causa da obra da Linha 17, ou por causa da operação urbana da Águas Espraiadas, ou por causa das intervenções na Roberto Marinho.” Tarcísio explicou
O governador afirmou que a parceria entre Estado e Prefeitura tem permitido ampliar o número de empreendimentos habitacionais na capital.
Prioridade será para quem vive em área de risco
Para os próximos anos, Tarcísio afirmou que pretende concentrar parte da política habitacional em famílias que vivem em locais vulneráveis, como encostas, áreas de várzea, mananciais e palafitas.
“A gente está procurando estruturar as cidades para se adaptar à condição climática.”
Na área habitacional, a meta anunciada pelo governador é entregar pelo menos 30 mil unidades para pessoas que vivem exclusivamente em áreas de risco.
“Nós vamos continuar com essa prioridade, para entregar aí pelo menos 30 mil unidades para pessoas que moram exclusivamente nessas áreas de risco, nos mananciais, nas encostas, nas várzeas, nas palafitas.”
Da palafita ao apartamento
Tarcísio citou exemplos de programas que, segundo ele, retiraram famílias de locais considerados vulneráveis. Na Baixada Santista, o governador mencionou o programa Vila Digna, que, segundo ele, já entregou quase 9 mil unidades para famílias que viviam em palafitas.
Também citou intervenções em Cubatão e na região do Grajaú, na zona sul da capital. Sobre a antiga situação de famílias retiradas da favela do Moinho, no centro de São Paulo, Tarcísio afirmou:
“A gente entregou habitação para todo mundo. 75% daquelas pessoas já estão na habitação definitiva, outros estão esperando a habitação que escolheram ficarem prontas, mas 100% das pessoas contempladas no nosso programa habitacional.”
O governador também mencionou o Conjunto Novo Brasil, no Jardim Mirna, no Grajaú. Segundo ele, o empreendimento terá 2.711 unidades e estrutura de serviços públicos e áreas de lazer.
Habitação também entra na estratégia contra eventos climáticos
A política habitacional apresentada por Tarcísio foi relacionada a uma estratégia mais ampla de adaptação às mudanças climáticas. O governador afirmou que o Estado elaborou um plano de adaptabilidade e resiliência climática com horizonte de 50 anos.
A proposta, segundo ele, envolve a integração de políticas de energia, saneamento, logística e abastecimento de água.
“Nós fizemos um plano de adaptabilidade e resiliência climática com um horizonte de 50 anos.”
Tarcísio também afirmou que o estado está construindo centenas de reservatórios para aumentar a segurança hídrica.
“São 440 reservatórios sendo construídos hoje no estado de São Paulo.”
Saneamento e abastecimento entram no plano
Além das moradias, Tarcísio destacou investimentos em saneamento e abastecimento de água como parte da estratégia de adaptação.
Ele afirmou que o governo pretende investir R$ 2 bilhões para levar tratamento de esgoto a 50 mil famílias que vivem às margens da Billings. Segundo o governador, a recuperação da qualidade dos mananciais pode ampliar a disponibilidade de água para abastecimento.
“A gente vai recuperar a qualidade dos nossos mananciais. E mananciais que hoje não são utilizados para o abastecimento de água vão poder ser utilizados porque a gente vai resolver esse problema também da poluição.”
Entenda o contexto
A visita ao Conjunto Habitacional Campo Belo ocorreu em meio à campanha de Tarcísio pela reeleição ao governo de São Paulo.
Na área de habitação, o governador usa os números do Casa Paulista para apresentar os resultados do atual mandato e defender a continuidade do programa.
A estratégia anunciada para um eventual segundo mandato combina construção de moradias, retirada de famílias de áreas de risco e investimentos em infraestrutura, especialmente em regiões vulneráveis a enchentes, deslizamentos e problemas de abastecimento.
O desafio, daqui para frente, é transformar as metas anunciadas em novas unidades entregues e garantir que as famílias que permanecem em áreas de risco tenham acesso a moradias seguras.