A tensão no Oriente Médio ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (2) após a Corpo da Guarda Revolucionária do Irã divulgar um alerta direcionado aos países envolvidos na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Por meio da Força Quds, braço de elite da corporação, o regime afirmou que os responsáveis pelo ataque “não estarão seguros nem mesmo em suas próprias casas”. A declaração foi repercutida pela mídia estatal iraniana.
Nova ofensiva e ataques no Estreito de Ormuz
Horas antes da ameaça pública, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de uma nova rodada de ataques com mísseis de última geração. Segundo a comunicação oficial, drones iranianos também atingiram o petroleiro Athen Nova no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.
A ação amplia o risco de impactos diretos no mercado internacional de energia, já que a região concentra parte significativa do fluxo global de exportação de petróleo.
Declarações de Trump elevam tensão
Do outro lado do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou que a ofensiva militar contra Teerã deve continuar por “quatro ou cinco semanas ou mais”.
Em discurso na Casa Branca, Trump afirmou que a meta é neutralizar o programa de mísseis iraniano, enfraquecer a estrutura naval do país e impedir o avanço nuclear. Ele também descartou, neste momento, a retomada de negociações diplomáticas com o governo iraniano.
Baixas militares e guerra sem prazo definido
O pronunciamento do presidente norte-americano ocorreu durante cerimônia em homenagem a soldados mortos em meio aos confrontos. Até agora, quatro militares dos EUA tiveram as mortes confirmadas após ataques retaliatórios ligados ao conflito.
Além disso, autoridades americanas informaram que outros 18 soldados ficaram gravemente feridos.
Trump reiterou que considera a ofensiva uma medida necessária para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e mantenha apoio financeiro a grupos armados na região.
Escalada amplia risco de conflito regional
A sucessão de ataques, ameaças e declarações públicas reforça o cenário de instabilidade no Oriente Médio. Especialistas alertam que a continuidade das ações militares pode envolver novos atores regionais e gerar reflexos econômicos globais.