Elevadores da UFMG apresentam falhas e estudantes denunciam risco de novos problemas

Equipamentos da Faculdade de Dieito estão parados há meses e alunos relatam pessoas presas dentro dos elevadores; universidade reconhece necessidade de substituição do sistema
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Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Centro de Belo Horizonte, denunciam problemas no funcionamento dos elevadores dos prédios da unidade. Segundo os alunos, parte dos equipamentos está parada há meses, enquanto os demais apresentam falhas frequentes.

A situação afeta principalmente quem precisa circular entre os andares dos prédios de graduação e pós-graduação. De acordo com o estudante Silvio Neto, os problemas se agravaram nos últimos dias.

“No prédio da graduação a gente tem três elevadores mais elevador de professores, os três elevadores da graduação pararam e o dos professores está ameaçando parar. Na pós-graduação, também são três elevadores: um parou e os outros dois às vezes fecham, às vezes funcionam. Enfim, a gente fica correndo esse risco pra saber se vai subir ou não.”, afirma

Ainda segundo Silvio, estudantes chegaram a ficar presos nos equipamentos nesta semana.

“Essa semana se juntou todas as vezes que parou. Pelo menos uns 25 alunos ficaram presos. Porque o elevador do prédio da graduação fechou umas quatro vezes, o da pós fechou duas”, relata.

Com os equipamentos indisponíveis, os alunos precisam recorrer às escadas para chegar às salas. O prédio da graduação tem 14 andares, enquanto o edifício da pós-graduação possui 16 pavimentos.

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Estudantes cobram solução

Segundo os alunos, a direção da Faculdade de Direito já foi procurada diversas vezes para discutir o problema. O movimento estudantil também avalia recorrer à Justiça para tentar garantir recursos destinados à substituição dos equipamentos.

“O movimento do Centro Acadêmico está propondo uma ação civil pública contra o governo federal para a gente tentar juntar recursos e tentar mudar o cenário, trocando os elevadores. Além disso, a gente vai fazer proposição com os alunos para tentar arrecadar dinheiro e tentar recursos com a universidade”, afirma Silvio.

O estudante também critica as condições estruturais encontradas na faculdade.

“Nós estamos aqui pelos professores, pela história da faculdade, mas chegar aqui e ver uma estrutura dessa é muito triste. É decepcionante. E a gente fica sem saber o que fazer. Imagina pro aluno que tem dificuldade, uma habilidade, como é que ele se sente? Passou todo perrengue pra chegar até aqui e quando chega aqui não consegue ter aula? É muito triste”, desabafa.

Federal foi procurada

A Faculdade de Direito da UFMG reconheceu o problema e informou que os elevadores passam por manutenções periódicas. Segundo a unidade, no entanto, os equipamentos possuem componentes antigos, cujo reparo e reposição se tornaram cada vez mais difíceis.

A faculdade afirma que foi constatada a necessidade de substituir e modernizar o sistema de elevadores. A medida, porém, exige investimentos significativos e ocorre em um cenário de restrições orçamentárias da universidade.

Ainda de acordo com a instituição, a Faculdade de Direito acompanha a situação junto aos setores responsáveis e busca alternativas para minimizar os impactos enquanto trabalha para viabilizar uma solução definitiva.

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O que diz o MEC?

Procurado, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que a UFMG, por ser uma universidade federal, possui autonomia administrativa, financeira e de gestão patrimonial, conforme previsto na Constituição Federal. Segundo o ministério, cabe à própria universidade definir e executar as ações necessárias para a manutenção e o funcionamento das instalações, incluindo os elevadores da Faculdade de Direito.

O MEC informou ainda que acompanha as necessidades das universidades federais e atua no apoio à manutenção e à melhoria da infraestrutura das instituições, considerando os limites orçamentários e financeiros.

Segundo o ministério, desde 2023 há um esforço para recuperar o orçamento das universidades federais. O MEC cita suplementações realizadas em 2023 e 2024 e afirma que a recomposição é necessária diante das perdas orçamentárias registradas principalmente entre 2020 e 2022.

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