A sambista Adriana Araújo morreu aos 49 anos nesta segunda-feira (2), em Belo Horizonte. A informação foi divulgada nas redes sociais oficiais da artista por volta das 15h32.
A cantora estava internada desde o último sábado (28) no Hospital Odilon Behrens, após sofrer um mal súbito em casa. Segundo informações médicas, Adriana foi diagnosticada com um aneurisma cerebral. O estado de saúde dela foi classificado como gravíssimo e irreversível.
Em comunicado publicado nas redes sociais, familiares e equipe da artista lamentaram a morte e destacaram a trajetória da cantora no samba.
“Hoje nos despedimos da nossa amada Adriana Araújo. Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor.
O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta de todos que um dia recebeu seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço.
Sua presença permanecerá eternamente em nossos corações e também registrada nas plataformas onde ocorrerá sua arte, permitindo que sua voz continue ecoando e tocando vidas para sempre.
Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo”.
Natural da comunidade Pedreira Prado Lopes, na região da Lagoinha, considerada um dos berços do samba na capital mineira, Adriana Araújo construiu carreira reconhecida na cena musical de Minas Gerais. Ela era casada com Evaldo Araújo e deixa um filho de 13 anos, Daniel dos Santos Araújo.

A trajetória artística da cantora começou em 2008, quando foi convidada para interpretar a música “Nasci para Cantar e Sonhar”, de Dona Ivone Lara, durante um show na capital mineira. A apresentação marcou o início da presença da artista nos palcos do samba.
Em 2011, Adriana passou a integrar o grupo Simplicidade Samba, participando de rodas de samba realizadas aos domingos na cidade. As apresentações ganharam destaque e ajudaram a consolidar o nome da cantora na cena cultural local.
Já em carreira solo, dividiu palco com nomes importantes do gênero, como Diogo Nogueira e Jorge Aragão, ampliando sua projeção no cenário do samba nacional.
Em 2021, lançou o álbum “Minha Verdade”, trabalho que marcou uma fase mais autoral da artista. No ano passado, Adriana também participou do programa “Samba Delas”, produzido pela TV Globo, iniciativa que destacou o protagonismo feminino no fortalecimento do samba em Belo Horizonte.
Reconhecida como uma das vozes da nova geração do samba mineiro, Adriana Araújo deixa um legado ligado à valorização da cultura popular e à presença feminina no gênero musical.