Lula defende Jaques Wagner, fala sobre Lulinha e reage a escândalos durante sabatina na Globo

Candidato à reeleição afirmou confiar na honestidade do senador investigado pela PF e disse que o filho terá de responder caso tenha cometido algum ilícito
Redação NC News
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou oficialmente em uma das fases mais importantes de sua campanha pela reeleição nesta quinta-feira (27). Em sabatina na TV Globo, o candidato respondeu a perguntas sobre investigações envolvendo aliados, suspeitas relacionadas ao filho Fábio Luís Lula da Silva, o escândalo do INSS e os desafios da disputa presidencial de 2026.

Um dos principais momentos da entrevista ocorreu quando Lula foi questionado sobre o senador Jaques Wagner (PT), investigado pela Polícia Federal em apurações relacionadas ao Banco Master. O presidente afirmou que acredita na honestidade do aliado e disse que, até o momento, não há prova de envolvimento dele no caso.

 

Lula sai em defesa de Jaques Wagner

Durante a entrevista, Lula afirmou que “até agora não está provado” que Wagner tenha relações com o Banco Master.

O presidente também declarou confiar pessoalmente no senador.

Segundo informações apresentadas na investigação, Wagner manteve contatos telefônicos com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e também alvo das apurações.

Documentos tornados públicos no âmbito do STF apontam que os dois conversaram durante aproximadamente cinco horas e meia em ligações analisadas pela investigação. A PF também identificou preferência por conversas telefônicas e registros de contatos que chegaram a ocorrer várias vezes no mesmo dia entre novembro de 2023 e maio de 2025.

Lula, porém, ressaltou que, caso seja comprovado algum desvio, Wagner deverá responder como qualquer outra pessoa.

 

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Presidente fala sobre investigação envolvendo Lulinha

Outro momento de grande repercussão foi quando Lula foi questionado sobre as investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

O presidente afirmou que, até o momento, não há uma acusação formal contra o filho e classificou as suspeitas como “ilações” baseadas em telefonemas.

Ao mesmo tempo, Lula afirmou que não pretende proteger o filho caso seja comprovado algum ilícito.

Segundo o presidente, se Lulinha tiver cometido algum erro ou crime, deverá responder à Justiça como qualquer cidadão.

“Se o Fábio cometeu qualquer ilícito ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, afirmou Lula durante a sabatina.

O presidente também negou conhecer a empresária e lobista Roberta Moreira Luchsinger, citada nas investigações.

“O caminho é um só: o da investigação”

Ao comentar o caso envolvendo o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, Lula reconheceu que a situação gera suspeitas sobre o governo.

Segundo o presidente, Marcola era uma pessoa de sua confiança.

Lula afirmou, entretanto, que prefere aguardar o avanço das investigações antes de tirar conclusões.

 

 

Escândalo do INSS também entrou na entrevista

O escândalo envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS também foi abordado.

Lula afirmou que os aposentados prejudicados foram ressarcidos e declarou que a investigação foi conduzida durante seu governo.

O presidente também responsabilizou gestões anteriores pela origem do esquema, afirmando que a estrutura criminosa teria sido montada em 2019 e posteriormente descoberta e desmontada pelo governo atual.

A declaração ocorre em um momento em que o tema continua sendo um dos pontos de pressão política sobre o governo durante a campanha eleitoral.

Lula relembra acusações contra governos do PT

Durante a sabatina, o candidato também recuperou episódios de investigações e acusações que atingiram governos petistas no passado.

Lula afirmou que já enfrentou situações semelhantes e voltou a criticar o que considera erros cometidos pela imprensa na cobertura de investigações contra ele.

O presidente mencionou especificamente o episódio conhecido como “power point”, utilizado pelo Ministério Público Federal em uma apresentação relacionada às acusações contra ele.

 

Campanha começa em momento decisivo

A entrevista acontece justamente no início de uma nova etapa da disputa presidencial.

Lula aparece entre os principais candidatos à Presidência e terá pela frente uma campanha marcada pela polarização com Flávio Bolsonaro (PL) e por uma disputa cada vez mais concentrada entre os dois nomes.

Levantamentos divulgados nesta quinta-feira mostram Lula na liderança, mas com vantagem apertada em alguns cenários. Pesquisa PoderData, por exemplo, apontou 38% para Lula e 35% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

A propaganda eleitoral gratuita começa oficialmente neste fim de semana, aumentando a importância da comunicação dos candidatos com o eleitorado.

Lula terá 5 minutos e 31 segundos no horário eleitoral, enquanto Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos.

 

 

O que a entrevista revela sobre a campanha

A sabatina colocou Lula diante de alguns dos temas mais delicados para sua campanha: investigações envolvendo aliados, suspeitas relacionadas ao próprio filho, o escândalo do INSS e a necessidade de defender o legado de seu governo.

Ao mesmo tempo, o presidente procurou reforçar uma mensagem de confiança nas instituições e afirmou que pessoas investigadas devem responder caso sejam comprovadas irregularidades.

A entrevista também marca um momento importante porque representa uma das primeiras grandes oportunidades da campanha para Lula falar diretamente a milhões de eleitores antes da consolidação do horário eleitoral.

 

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Entenda o contexto

A entrevista de Lula ocorreu nesta quinta-feira (27), em uma sabatina da TV Globo com candidatos à Presidência da República.

O presidente e candidato à reeleição foi questionado sobre temas que atingem diretamente sua campanha, incluindo investigações da Polícia Federal e episódios envolvendo pessoas próximas ao governo.

A resposta mais contundente ocorreu na defesa de Jaques Wagner. Lula afirmou acreditar na honestidade do senador, embora a PF investigue relações dele com o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima.

Sobre Lulinha, o presidente adotou uma posição semelhante: disse que não protegerá o filho caso seja comprovada alguma irregularidade.

Com o início da propaganda eleitoral e a aproximação da votação, as declarações de Lula devem entrar no centro da disputa presidencial.

 

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