Todos os dias, antes mesmo de a rotina começar para muita gente, Robson já enfrenta uma longa estrada. Morador de Barcarena, no Pará, ele percorre cerca de 114 quilômetros até Belém acompanhado da filha, Esther Sophia Vasconcelos Pereira, em busca do tratamento contra o câncer.
A distância entre as duas cidades se transformou em parte da rotina da família. Consultas, procedimentos médicos e deslocamentos frequentes fazem com que pai e filha precisem enfrentar a estrada repetidamente para que Esther tenha acesso ao atendimento necessário.
Para Robson, porém, não se trata apenas de uma viagem.
É o caminho que ele precisa percorrer para estar ao lado da filha.
Uma rotina marcada pela estrada
A cada deslocamento, o pai enfrenta aproximadamente 114 quilômetros entre Barcarena e Belém. Somados os trajetos de ida e volta, são cerca de 228 quilômetros percorridos em um único dia, quando o atendimento exige o retorno para casa.
A rotina inclui gastos com combustível, alimentação e outras despesas que se acumulam ao longo do tratamento.
Para uma família que já enfrenta uma situação delicada, cada viagem representa também um novo desafio financeiro.
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Robson deixou o emprego para cuidar da filha
Além da distância, a família precisou lidar com uma mudança profunda na própria estrutura familiar.
Robson é viúvo e precisou deixar o emprego para acompanhar Esther de perto durante o tratamento.
A decisão fez com que os cuidados com a filha passassem a ocupar praticamente toda a sua rotina.
O pai passou a conciliar as necessidades de Esther com as despesas provocadas pelo tratamento e pelas constantes viagens até Belém.
É uma situação em que não existe espaço para escolher entre trabalhar e acompanhar a filha.
A prioridade passou a ser a saúde de Esther.
Entre consultas, procedimentos e esperança
O tratamento contra o câncer exige acompanhamento médico contínuo. Para Esther, isso significa manter uma rotina de consultas e procedimentos e, muitas vezes, enfrentar novamente a estrada entre Barcarena e Belém.
Para Robson, cada viagem é acompanhada de preocupação.
Mas também existe esperança.
A esperança de que o tratamento avance, de que a filha consiga superar essa fase e de que, em algum momento, a rotina deixe de ser marcada por tantas idas e vindas.
Uma conta que cresce junto com o tratamento
O custo de um tratamento de saúde não se resume às despesas diretamente relacionadas ao atendimento médico.
Para famílias que moram longe dos grandes centros, existe ainda uma série de custos indiretos.
Transporte, combustível, alimentação e eventuais necessidades durante os deslocamentos passam a fazer parte do orçamento.
No caso de Robson, a situação é ainda mais difícil porque ele deixou de trabalhar para poder acompanhar a filha.
A renda diminuiu justamente quando as despesas aumentaram.
É nesse cenário que ele busca ajuda para continuar garantindo a Esther o acesso ao tratamento.
Um pedido de ajuda
Agora, Robson pede apoio para conseguir arcar com os custos relacionados ao tratamento e às viagens constantes entre Barcarena e Belém.
A ajuda pode representar não apenas um alívio financeiro, mas a possibilidade de que pai e filha continuem cumprindo a rotina necessária durante o tratamento.
A história de Esther também chama atenção para uma realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras: o tratamento pode estar disponível, mas chegar até ele nem sempre é simples.
Quando o atendimento especializado está em outra cidade, a distância passa a fazer parte do próprio tratamento.
A luta de uma família
Robson não sabe quantas viagens ainda serão necessárias.
Também não sabe quanto tempo essa rotina vai durar.
O que ele sabe é que, enquanto Esther precisar de tratamento, continuará fazendo o possível para acompanhá-la.
A estrada entre Barcarena e Belém já faz parte da história dos dois.
A cada viagem, o pai carrega combustível, documentos, compromissos médicos e, principalmente, a preocupação com a filha.
Mas carrega também algo que não aparece nos quilômetros percorridos:
a esperança de ver Esther vencer o câncer.
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ENTENDA O CONTEXTO
Esther Sophia Vasconcelos Pereira enfrenta um tratamento contra o câncer e precisa se deslocar de Barcarena para Belém, no Pará, para ter acesso ao atendimento necessário.
O pai, Robson, acompanha a filha diariamente e percorre cerca de 114 quilômetros por trecho. Viúvo, ele deixou o emprego para se dedicar aos cuidados de Esther.
Diante dos custos provocados pelo tratamento e pelos constantes deslocamentos, a família busca ajuda para conseguir manter essa rotina.